O que é que acontece quando as pessoas deixam de confiar nas instituições que sustentam a sociedade?
Na república romana, pré-imperial, os rivais políticos quebravam convenções, justificavam represálias e, eventualmente, voltavam os seus exércitos contra a própria sede do poder. O resultado foi a tirania imperial dos césares.
Na Alemanha de Weimar, a desconfiança das massas e a vulnerabilidade do regime contribuiu para minar a democracia, e de que maneira, com a ascensão do nacional-socialismo.
Mas a história também mostra que estes ciclos podem ser combatidos.
Neste muito pertinente e breve vídeo, do muy esclarecido Michael Button, que se dedica precisamente a encontrar padrões que se repetem historicamente, é explorada esta tendência que sociedades prósperas e funcionais, muitas vezes hegemónicas, mostram para perderem a fé nos seus líderes e nos seus sistemas regimentais, e porque é que quebrar as regras pode começar a parecer mais seguro do que segui-las, padrões de comportamento colectivo que dizem mundo sobre a esfera ocidental contemporânea.
O colapso não é inevitável. Mas compreender como se inicia o processo de declínio da civilizações é fundamental para percebermos - e tentarmos pelo menos moderar - a queda que testemunhamos agora.