Donald Trump parece ter perdido a paciência para aturar Zelensky, pela enésima vez. Depois de ter dito ao comediante ucraniano para parar de bombardear as refinarias russas, e de não ter sido obedecido de todo, está agora a clamar por um novo líder em Kiev.
.@POTUS on Ukraine: "You know what I suggest? I suggest they get a new leader who could make a deal because he could've made many deals and for some reason he never does... I think it's time for Ukraine to get a new President." https://t.co/WoVG0HUazA
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) October 10, 2026
Sinceramente, não creio que o Regime Epstein tenha interesse em romper com Zelensky, que tem sido até aqui um competente demónio, e leio as palavras de Trump como puro teatro político para consumo interno. Daqui a pouco mais de um mês temos as intercalares e o presidente ucraniano serve na circunstância - e temporariamente - como um esplêndido bode expiatório para a alta dos preços do gasóleo.
Depois das eleições para o Congresso, tudo voltará ao normal. E no entretanto, a CIA e o Pentágono vão continuar a fazer tudo o que podem e não podem para dar à Ucrânia condições de atacar o território russo.
Mas há muito boa e dissidente gente, como o Tenente-Coronel Daniel Davis, que está a levar a sério o folclore satânico do magnata de Queens, acreditando que é desta que Trump vai mudar de rumo em relação à guerra na Ucrânia.
No entretanto, Putin volta a pactuar, estranhamente, com a agenda da Casa Branca, fechando um negócio petrolífero com Trump que é irrelevante para a economia americana e ainda mais insignificante para a procura global (no máximo e se tudo correr bem, a Rússia vai exportar, ao abrigo deste acordo de seis meses, diesel suficiente para nove dias de consumo dos EUA), mas que serve às mil maravilhas a propaganda do regime americano.
Não percebo como é que o Kremlin não percebe que está a cumprir os interesses do inimigo.
