terça-feira, novembro 03, 2026

Vai ser um banho de sangue (republicano).

A minha previsão para as eleições de hoje e o ciclo político posterior é que os republicanos descontentes com a administração Trump e a corrupção e inacção dos republicanos no Congresso não vão comparecer às urnas (como boa parte dos libertários e dos liberais moderados), e que os democratas vão conseguir conquistar o controlo nas duas câmaras, apesar das suas posições ideologicamente extremadas.


Os dois anos restantes do mandato de Trump serão condicionados por esta contrariedade, que a Casa Branca tentará atenuar com ordens executivas e vetos aos pacotes legislativos provindos do Capitólio. Trump não será destituído, porque para isso seria necessária uma maioria de dois terços no Senado, muito improvável, e também porque o actual presidente norte-americano está ao serviço da agenda de Telavive, que a cúpula política dos democratas serve também. 

Mas Pete Hegseth, o Secretário de Guerra do regime, será por certo um alvo dos congressistas democratas.

Logo depois destas eleições e seja qual for o seu resultado, os Estados Unidos vão lançar uma nova e ainda mais destruidora ofensiva militar sobre o Irão, sendo que Teerão responderá também com reforçada virulência. 

Esta nova fase do conflito não será breve, ao contrário do que está a prometer a administração americana, e terá consequências devastadoras em vidas humanas e infraestruturas que vão impactar decisivamente a economia global e seu o quadro geo-político. 

O segundo mandato de Donald Trump não terá redenção possível. O Magnata de Queens ficará para a história como um traidor ao seu mandato eleitoral, um servo dos interesses sionistas, um exemplo gritante da corrupção e da decadência que grassam em Washington. O homem que perdeu a oportunidade histórica de impedir a queda do império americano (e da civilização ocidental) e que, pelo contrário, expôs ao mundo as suas fragilidades materiais e imateriais.