sábado, outubro 26, 2024

Engenheiro sénior da Meta revela que a plataforma “despromove” conteúdos críticos de Kamala Harris.

Numa inadvertida confissão captada em vídeo, um engenheiro da Meta confirmou que o Facebook e o Instagram continuam a censurar conteúdos políticos, apesar de Zuckerberg ter prometido recentemente, numa carta ao Congresso, que ia abandonar tais métodos pidescos. 


Cometi um erro. Grave.

Bem sei que é impossível não meter os pés pelas mãos, quando se é um amador nesta coisa de publicar um site editorial, dissidente, todos os dias. Ainda assim, devo reconhecer que cometi um erro, grosseiro, quando desconfiei dos objectivos de Robert Kennedy Jr. pelo facto da directora da sua campanha ser, para além de sua nora, uma ex-agente da CIA.

Tenho boas razões para desconfiar de qualquer pessoa que esteja ligada, no passado ou no presente, à mais mafiosa das organizações de inteligência desde que Homero inventou a espionagem. 

Tenha boas razões para desconfiar que do clã Kennedy não podemos esperar nada senão complexos nevoeiros, segundas intenções e agendas de poder mascaradas de intenções humanistas.

Tinha boas razões para suspeitar - se bem que erradamente - que a campanha de RFK se destinava a regatar votos de independentes que poderiam recair em Donald Trump.

E, por isso, mesmo quando o candidato independente decidiu endossar a campanha de Trump, anulando a sua própria, continuei desconfiado.

Devia porém ter feito o devido trabalho de casa antes de atirar a senhora dona Amaryllis Fox Kennedy para a fogueira das minhas desconfianças crónicas de inveterado teórico da conspiração.

Peço desculpa à rapariga e peço desculpa à gentil audiência do Blogville e do ContraCultura. Estava enganado. Redondamente enganado.

Como é demonstrável por esta conversa de longo formato entre Amaryllis e Tucker Carlson, a ex-agente da CIA não podia ser mais desassombrada nas suas afirmações sobre os poderes instituídos em Washington e ser-lhe-ia difícil até uma posição mais crítica relativamente à agência para a qual trabalhou, sob o risco de ser rapidamente encarcerada por trair compromissos inerentes de confidencialidade.

Amaryllis Fox Kennedy é afinal uma camarada de trincheira, apesar da sua génese liberal-elitista e isto até diz muito em favor dela.

A rapariga que injusticei, merece agora a justiça deste post. Ajudem-me amigos, na redenção, ouvindo o que ela tem para dizer.

Até porque vale mesmo a pena, poça.

sexta-feira, outubro 25, 2024



O Bairro do Zambujal faz de Portugal, finalmente, um país civilizado.

Se dúvidas ainda tivessem os cépticos do avanço progressista de Portugal, os recentes acontecimentos do Bairro do Zambujal mostram sem sombra de qualquer dúvida que somos tão pós-modernos como as 'grandes nações da Europa'. Uma crónica de Afonso Belisário.


“Bruxas do Reddit” afirmam que não conseguem atacar Trump devido a uma misteriosa “protecção”.

As “bruxas do Reddit” estão a manifestar a sua frustração por não conseguirem lançar feitiços nocivos contra Donald J. Trump, atribuindo as dificuldades sentidas a uma misteriosa “protecção” que rodeia o ex-Presidente.


quinta-feira, outubro 24, 2024

Boletim meteorológico, com previsão do estado do tempo para os próximos meses.



O clima nos EUA, neste momento, é de cortar à faca. Uma ilustração desse pesado ambiente sócio-político é este discurso de Tucker Carlson, que está no limite do bom senso e - em certos segmentos - do bom gosto. Não é que eu não concorde com ele, mas o tom histriónico é sintomático: a menos de 15 dias das eleições, está tudo à beira de um ataque de nervos.

 

Não é por isso de espantar que o prenúncio da tempestade seja manchete por todo o lado:



 
E as presidenciais de 5 de Novembro não estão só a espoletar crises neuróticas nos EUA. Reparem bem neste headline do britânico - e esquerdista - Independent:

 
 
 
Ou seja: as eleições são subisidiárias, porque a guerra civil é inevitável.

Mas diga o que disser Tucker Carlson, escrevam o que escreverem os apparatchiks da imprensa corporativa, e como já aqui no blog e ali no ContraCultura tenho afirmado tantas vezes, a direita americana não vai desencadear guerra civil nenhuma, haja o que houver. Estou convencido de que mesmo que lhes violassem os filhos e os sentassem numa plateia para assistir ao espectáculo, os tais deploráveis-nazis-armados-até-aos-dentes do midwest americano limitar-se-iam a redigir uns protestos indignados no X.

E ainda bem para eles, porque um levantamento conservador nos EUA seria imediatamente esmagado pelo Pentágono, pelas guardas estaduais, pelas forças de segurança federais e pelo punho de aço dos poderes instituídos em Washington.
 
No caso de Donald Trump vencer as eleições, porém, a conversa é outra. A guerra civil que poderá acontecer não será uma guerra convencional, claro, mas é na minha opinião bastante provável a eclosão de dois tipos de fenómenos beligerantes, patrocinados pela esquerda e pelos grupos de interesse neo-liberais: 
 
a) Uma espécie de movimento Black Lives Matter sob esteróides, com motins urbanos, confrontos violentos e actividade criminosa/terrorista nas grandes metrópoles da federação, numa escala nunca vista.

b) Uma guerrilha instestina entre a burocracia de Washington e a Casa Branca, em que a desobediência e a hostilidade do governo federal para com o seu líder executivo será uma constante. Este fenómeno será acompanhado e activamente sustentado pelas agências de segurança e inteligência, como a CIA e o FBI, bem como pelo Pentágono (neste último caso em tudo o que tenha a ver com políitica externa, pelo menos).
 
No caso de uma vitória de Trump, que não seja acompanhada por maiorias na Casa dos Representantes e no Senado, á ainda uma outra hipótese, institucional, de guerra civil, que é a de o Capitólio não reconhecer o resultado das urnas e recusar-se a certificar o Presidente eleito. Sim, isto pode acontecer.

No caso da reacção a uma eventual presidência republicana atingir níveis insustentáveis de destruição e desordem, com mortos à mistura, talvez, em última análise, a direita decida recorrer também a violência. Mas ainda assim, duvido muito. E a acontecer, será implacavelmente esmagado, como já referi.

Se Kamala Harris sair vitoriosa das urnas, de forma legítima ou fraudulenta, nada de extraordinário acontecerá, a curto prazo. A não ser um intensificar do regime despótico que já vigora nos EUA, com incremento da instrumentalização do estado e do aparelho policial no sentido da perseguição de opositores políticos e da interdição da liberdade de expressão, intensificação da política de fronteiras abertas que visa a substituição demográfica e a alteração dos históricos equilíbrios eleitorais e a continuação das suicidárias políticas monetárias e económicas, que de qualquer forma foram também seguidas por líderes republicanos como Trump e Bush filho.

Isto tudo para dizer: continuo convencido de que Kamala Harris vai residir na Casa Branca nos próximos 4 anos, a bem ou a mal e apesar do último texto que publiquei sobre as sondagens. E que os EUA são uma federação condenada, não por qualquer movimento inssurecto, mas pela ensandecida dívida soberana, que pode demorar a cair na rua, mas quando isso acontecer, bom Deus: all hell will break loose.

Empresas de Elon Musk enfrentam ofensiva regulamentar e judicial do regime Biden.

O regime Biden está a instrumentalizar o governo federal e o sistema judicial para perseguir as empresas de Elon Musk. O patrão da SpaceX podia retaliar. Mas prefere facturar. Até que lhe destruam os negócios. Dos quais o próprio governo depende.


Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #143

Distopia do Reino Unido: Preso político encontrado morto em Moorland.

Um cidadão britânico que foi condenado a uma pena de dois anos e oito meses de prisão por ter participado numa manifestação contra a imigração em Rotherham foi encontrado morto na Prisão de Moorland. Keir Starmer já tem um óbito no seu currículo de tirano.


Eleições nos EUA: uma análise comparativa das sondagens.

As sondagens valem o que valem, e pela experiência que temos tido na última década valem muito pouco. Mas este quadro, que mostra os valores sondados a 21 de Outubro de 2016, 2020 e 2024, pode ser de utilidade comparativa, se tivermos em atenção que os dados estavam completamente errados em 2016 (Clinton liderava em todos os segmentos menos em Ohio e perdeu as eleições) e significativamente errados em 2020 (Biden acabou por vencer mas por margens muito menores e em circunstâncias muito suspeitas), sendo que o desvio caiu sempre em favor dos candidatos democratas.

A actual vantagem de Trump no Michigan, na Georgia e na Pensilvânea, todos estados-chave para o resultado eleitoral e geralmente território democrata, é surpreendente, e considerando que as sondagens tendem a favorecer os liberais, as perspectivas de uma vitória republicana são animadoras.

Mas se as sondagens estiverem, desta vez, mais próximas da realidade, temos também que ponderar que muitos dos números deste ano estão dentro da margem de erro, mesmo até os valores da votação nacional, que, como já sublinhei,  não são assim tão relevantes como isso (qualquer dos candidatos pode vencer as eleições sem ser o mais votado a nível nacional).

Acresce que desta vez o voto prévio por correspondência está aparentemente a ser mais utilizado pelos eleitores republicanos, o que é também um bom sinal para a campanha de Trump, pelo menos no que diz respeito a possíveis surpresas na contagem de votos, com alterações significativas a meio da madrugada que, assim, poderão não ter razão de ser, mesmo que aconteçam...

Há também que equacionar os 12 dias que faltam para o 5 de Novembro. Até lá, muita coisa pode acontecer.

Seja como for, Megyn Kelly e os dois peritos em sondagens que convidou para este segmento, parecem atribuir o favoritismo ao candidato republicano, neste momento, com base na diversa quantidade de dados de que dispõem.

Uma curiosidade: o perito democrata, Doug Schoen, parece mais certo da vitória de Trump do que o perito republicano, Hogan Gidley.

A Ilíada, Livro 1: Aquiles, Agamémnon e a disputa das concubinas.

A Universidade de Dinesh D'Souza: Nos primeiros versos da Ilíada, Homero propõe-se a cantar a ira de Aquiles. Mas na sequência de abertura, o lendário guerreiro faz uma birra e decide afastar-se do teatro da guerra. Vale a pena analisar os seus motivos.


Vladimir Putin, o falhado mais bem sucedido da história universal.

Não é preciso recuar muito. Há dois anos atrás, os poderes instituídos e os seus símios da imprensa corporativa diziam-te que Vladimir Putin estava isolado, enfraquecido, desesperado e que tinha um cancro e ia morrer amanhã de manhã. Diziam-te que a guerra na Ucrânia estava perdida para os russos e que a economia do país estava totalmente destruída, por causa das sanções ocidentais. Diziam-te que todo o mundo conhecido rejeitava o Kremlin como se de um clube satânico se tratasse (ou pior, porque na verdade os clubes satânicos até estão na moda, para os lados de Washington e Bruxelas).

Dois anos depois, Putin está a meses de ganhar a guerra na Ucrânia, preside, inabalável e fortalecido, a um país que atravessa um período de prospriedade e crescimento económico inédito na sua história, e acabou de receber, na cimeira BRICS de Kazan, um elenco diplomático de 36 países.

Ao ponto da CNN, cúmplice de todas as falácias construídas sobre a Rússia nos últimos anos, ter o desplante de publicar este headline (por uma vez, verdadeiro):

De facto, o Presidente russo não parece lá muito isolado, ou débil, ou doente. E o seu país não parece grandemente afectado pelas sanções decretadas pelos países ocidentais. 

Na verdade, são os países ocidentais que parecem mais afectados pelas suas próprias sanções e pelos biliões que investiram numa guerra que não podiam ganhar.

Vladimir Putin é o vencido mais vitorioso da história universal. O líder falhado mais bem sucedido que podemos imaginar. O morto vivo mais lúcido de todos os zombies.

E sinceramente: nesta altura do campeonato qualquer pessoa que acredite numa palavra que as elites políticas e a imprensa corporativa do bloco Ocidental digam ou escrevam só pode sofrer de um caso grave de credulidade maníaca.

quarta-feira, outubro 23, 2024

Threads: um documento perturbador.

Threads é um drama televisivo, produzido pela BBC em 1984, que projecta as consequências dramáticas da guerra nuclear e dos seus efeitos na Grã-Bretanha, especificamente na cidade de Sheffield, no norte de Inglaterra. À medida que se inicia a troca nuclear entre a NATO e o Pacto de Varsóvia, o filme retrata, com realismo aterrador e magnífico trabalho de edição, as consequências médicas, económicas, sociais e ambientais da guerra nuclear.

É um documento actualíssimo, infrelizmente, cujos primeiros 30 minutos, disponíveis no Youtube, merecem ser revisitados. Uma advertência porém: o seu consumo é deveras perturbador.

Os media como estenógrafos das elites globalistas.

Ensaio inaugural de Afonso Belisário: O papel da imprensa corporativa como máquina de propaganda dos poderes instituídos é, ironicamente, muito mais perigoso para as democracias ocidentais do que qualquer programa populista. 


Eleitores do Arizona registam-se dando como locais de residência clínicas de aborto, bares de strip, escolas e clubes desportivos.

Os cadernos eleitorais do Arizona estão contaminados com milhares de registos ilegais, em que os eleitores dão como morada estações de serviço, lojas de fast food e de bebidas alcoólicas, terrenos baldios, campos de golfe, ringues de patinagem e bares.


Índice da saúde psicossocial do Ocidente: Menos que zero #142



Aumento do número de imigrantes ilegais chineses acompanha uma intensificação da actividade de espionagem de Beijing nos EUA.

O número de imigrantes chineses a atravessar ilegalmente a fronteira com o México aumentou nos últimos dois anos, bem como o número de actos de espionagem de Beijing nos EUA, enquanto enxames de drones sobrevoam livremente bases militares no território americano.


Kamala Harris não consegue responder à pergunta “Porque é que é importante votar em si?”

Durante uma recente entrevista Kamala Harris teve dificuldade em dar uma resposta inteligível quando lhe perguntaram porque é que as pessoas deviam votar nela. Percebe-se porquê: As razões para confiar um voto nesta rapariga são de facto insondáveis.


terça-feira, outubro 22, 2024

Substituição demográfica. E eleitoral




É de propósito.



Proprietários alemães de veículos eléctricos estão a voltar aos automóveis de combustão interna.

Nem a propaganda nem os subsídios já convencem o consumidor e uma percentagem cada vez maior de proprietários de veículos eléctricos está a trocar o electrodoméstico por um automóvel como deve ser. 


EUA: Agência Federal de Emergências suspende assistência na Carolina do Norte porque se sente ameaçada pelos locais.

Aparentemente, os residentes das áreas afectadas pelo furacão Helena estão de tal forma revoltados com a resposta deficiente do governo federal que se tornaram perigosos até para os funcionários que estão tentar ajudá-los.
Um exemplo claro do ponto a que chegou a polarização política e social nos EUA.


Zelenskyy insinua que Kiev pode ter armas nucleares a curto prazo.

Volodymyr Zelenskyy afirmou que se a sua nação não for rapidamente admitida na NATO poderá adquirir ou fabricar armas nucleares, e em tempo real. O Ocidente criou um monstro e agora não sabe bem o que fazer com ele - ou o que ele pode fazer.


A arquitectura urbana como forma de desmoralização das massas.

Os edifícios construídos no século XXI são, regra geral, horríveis. E são horríveis de propósito. Uma arma na guerra psicológica que as elites espoletaram sobre as massas.

Relatório dos Serviços Secretos revela que a agência foi responsável por várias falhas durante a tentativa de assassinato de Trump.

Um relatório divulgado pelos Serviços Secretos dos Estados Unidos sobre a tentativa de assassinato de Donald J. Trump em Butler, Pensilvânia, admite que a agência foi responsável por numerosas falhas de segurança e de comunicação.