Nesta fascinante conversa de três horas e meia entre Danny Jones e Jesse Michels, que na sua integralidade recomendo, há um momento arrepiante, que aqui deixo para vosso susto, em que Jones pergunta ao seu convidado qual a teoria mais sinistra que conhece sobre o fenómeno OVNI. Michels recusa responder, de tal forma é de facto sinistra a teoria, mas deixa algumas pistas, que estão directamente relacionadas com o meu actual entendimento do fenómeno, que será de natureza espiritual e que manifesta um combate, tão antigo como o cosmos, entre o mal e o bem.
segunda-feira, abril 21, 2025
terça-feira, agosto 25, 2026
Entre ditaduras.
O professor, que por ironia até tem que suportar as acusações de trabalhar para os serviços de inteligência de Pequim, fala do país em que nasceu e onde vive actualmente com o mesmo e certeiro sentido crítico que usa para partir a loiça toda do Ocidente.
Será mais demolidor dos países deste lado do hemisfério porque, convenhamos, os Estados Unidos e as nações Europeias colocam-se muito mais a jeito da recensão crítica.
Deixem-me explicar.
A China, que vive em ditadura (facto), permite a liberdade de expressão a dissidentes, como Xueqin, sendo que é difícil ser tão dissidente como o professor-profeta: entre muitas e incisivas farpas (a acusação de que Pequim é uma máquina de lavar dinheiro para os traficantes de droga mexicanos, por exemplo, é simplesmente brutal) ele lança neste podcast a ideia de que o regime de Pequim vive de tal forma sem um conceito geo-estratégico que condena até o país à irrelevância no contexto internacional (o que será, para além de uma afirmação controversa, altamente ofensivo para a nomenclatura nativa, se pensarmos bem).
E é costume o homem afirmar, outro exemplo, que o único objectivo do secretariado geral é o de fazer dinheiro e permitir que os cidadãos da República Popular arrecadem também o seu justo quinhão, revitalizando dessa forma a auto-estima nacional.
Em contraste, a Alemanha, que vive em democracia (mito), encarcera os cidadãos que chamam idiota a um ministro nas redes sociais. E parece que a chancelaria em Berlim está sobretudo empenhada em empobrecer e humilhar os cidadãos da Federação.
Muito para além da hipocrisia, isto é espantoso.
Dir-me-ão os ocidentalistas: ah, mas na China o publisher do ContraCultura já tinha sido condicionado à narrativa regimental pelo 'sistema de crédito social' e tal e coisa. Se calhar. Mas parece-me sinceramente que esse publisher vai ter problemas do mesmíssimo género, aqui em Portugal, mais cedo do que tarde, já que o sistema de 'identidade digital' que aí vem é uma infraestrutura tecnológica que permitirá a implementação de um outrossim draconiano motor de conformismo sobre o livre arbítrio, tanto mais que está claramente pensada para esse fim.
E onde é que eu quero chegar com esta conversa? Aqui: prefiro uma ditadura tolerante, que pelo menos aparenta preocupar-se com a prosperidade das massas e o bom destino da nação, e que está mais interessada com a política interna do que com o 'grande xadrez' da política externa, do que uma 'democracia' intolerante, que detesta o conceito de nação e hostiliza declaradamente as massas, enquanto se tenta equilibrar, precariamente, em bicos de pés, para se afirmar no palco global, com narrativas de superioridade moral, ainda por cima.
Desculpem lá, mas é mesmo assim que vejo as coisas, agora: entre Jinping e von der Leyen, não quero que seja o diabo a escolher. Eu opto sem pestanejar pelo nacional-comunismo de Pequim em detrimento do insuportável liberal-leninismo de Bruxelas ou do luciferino liberal-sionismo de Washington.
Mais a mais, Xi Jinping não consta dos ficheiros Epstein, pois não?
quarta-feira, abril 16, 2025
A catástrofe informacional, outra vez.
Este assunto fascina-me e não é muito falado. O contra publicou em 2023 uma versão melhorada de um breve texto, que já tinha sido publicado aqui no blogville em 2021, sobre o tema, que é este: a informação é um corpo material. Tem peso. Um bit de informação (300K) corresponderá a 3.19 × 10-38 quilogramas.
Actualmente produzimos ∼1021 bits por ano, mas, considerando um aumento anual de 20% (não é exagerado, dadas as tecnologias emergentes de inteligência artificial e mineração de moeda digital que implicam criação massiva de informação), é possível estimar que daqui a aproximadamente 350 anos o número de bits produzidos será superior ao número de átomos constituintes do Planeta Terra.
Ora, nem precisamos de chegar a esse ponto para percebermos a catástrofe: Se a informação tem massa e peso, tem potencial gravítico. Se tem potencial gravítico, basta que some uma fracção do peso da Lua, por exemplo, para alterar as marés oceânicas...
É claro que antes de chegar a esse ponto já o mundo, como o conhecemos, estaria a sofrer impactos sísmicos de natureza assustadora. E é evidente que este assunto é tremendamente especulativo. Mas a matemática einsteiniana corrobora-o completamente.
Neste segmento de um podcast muito interessante, que até tem outro momento que foca outro assunto e que vai ser destacado pelo Contra muito em breve, Jason Jorjani disserta sobre esta hipótese maluca: a de que as tecnologias de computação e criação de informação podem estar a produzir um apocalipse a médio prazo.
Num momento especialmente intrigante da sua conversa, Jorjani pergunta ao seu anfitrião Danny Jones: a informação tem massa e peso mas não a vemos fisicamente. É matéria fantasmática. E que outro caso conhecemos no universo de matéria indetectável, mas que tem peso e tem massa?
A matéria negra, claro.
Arrepiante.
