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segunda-feira, dezembro 06, 2021

A discoteca da minha vida #107: "Telekinesis!", Telekinesis!

Michael Benjamin Lerner. Este rapaz de Seattle, responsável singular pela banda de um génio só conhecida por Telekinesis! é um nerd abençoado por Deus e talentoso por natureza. Faz rock despretensioso e entretido, romântico, aqui e ali; irreverente na maior parte das vezes; multidimensional, sempre; que parece que foi gravado numa garagem inóspita, mas que bomba imenso porque o que interessa aqui, mais que a forma, é o conteúdo. E o conteúdo não tem nada que se lhe aponte. Pelo contrário.


As capacidades vocais do menino não são, convenhamos, o seu forte, mas como instrumentista é capaz de fazer vibrar os seguintes utensílios: bateria, guitarra, baixo, teclados, trombone, violoncelo e violino.
Deve ser por isso que não precisa de mais ninguém.



O disco epónimo, de 2009, é o primeiro de cinco já editados, e é o que escolho só por ser o primeiro, porque não há nada que saia do engenho de Lerner que não seja agradável aos sentidos e criativamente poderoso. Apesar do que digo sobre a sonoridade rude dos trabalhos de Lerner, este álbum foi produzido por Chris Walla, guitarrista dos Death Cab For Cutie, o que constitui um cartão de visita que não é nada despiciendo.



A aparente simplicidade da música de Lerner é um bálsamo encantador. Os temas soam purinhos e delicados, amáveis e apelativos como um convite para o paraíso ou uma boleia para as Bermudas. Ouvimos estas músicas e sabemos que estamos bem entregues. Sabemos que do outro lado está um gajo com imaginação e saber técnico para dar e vender.



Telekinesis. A música despida de tudo o que não interessa à música.

segunda-feira, junho 03, 2019

Malha anti-psicótica do dia.

Não há patologia mental que resista à boa disposição e à energia dos Telekinesis, uma banda que é de companhia deste blog já há uns anos valentes. Do último disco, Effluxion, saem dois minutos e quarenta segundos de prozac em acordes. Dá vontade de pular.



Telekinesis . A Place In The Sun

quinta-feira, abril 18, 2013

Elogio do erro #2



Telekinesis  |  Power Lines

Este clip parece que foi criado para confirmar o post anterior. Os rapazes (e a rapariga) não podiam ser mais feinhos e desajeitados. A cenografia é de sentido estético próximo do zero absoluto e os artistas fazem questão em vestir-se como se fossem montar uma estante na garagem. O vocalista apresenta um lamentável problema epidérmico e todos em uníssono desafinam até dizer chega. Mas o tema é brilhante. É simplesmente brilhante. E no fim, sempre descobrimos o belo e a consolação.

When I was young, 
I thought I was a power line.


sexta-feira, novembro 14, 2014

Cem pérolas.

Este é um post muito especial. No contexto do décimo aniversário do Blogville, convidei o meu grande e velho amigo Carlos Rafael a contribuir com um post. A verdade é que o convite é redundante, na medida em que o Rafael contribui todos os dias para este blog porque é apenas a pessoa com maior influência sobre o meu ouvido nos últimos 20 anos. 90% da música que oiço e que aqui publico vem directamente ou indirectamente da constante procura pelo som perfeito deste meu amigo.
Num acto de grande generosidade, o post do Rafael inclui uma lista de 100 clips acessível a todos e que recomendo vivamente. Quem gosta de música alternativa tem muito para aprender, tem muito para apreciar, nesta playlist. 





















Congrats Blogville

Dez Anos de Liberdade… a verdade é que nenhum subtítulo poderia descrever melhor este fantástico blog. Dez anos passaram e posso assegurar que, salvo raras exceções, não deixei passar mais que uma semana sem vir verificar os posts do meu grande amigo. Os temas abordados têm sido os mais diversos, desde a política, à matemática, à economia e cultura, mas acho que posso considerar (e até com algum orgulho), de ter contribuído para um em específico.
Aproveito pois esta efeméride para escrever algo sobre essa paixão que nos une: A Música… 
Não abdicando das minhas preferências musicais, que terão sempre que incluir os géneros Rock, Pop, Indie, Alternativa e Eletrónica (não obrigatoriamente nesta ordem), tenho dedicado algum tempo à tentativa de descobrir bandas menos comerciais. É certo que durante esta minha pesquisa, e no decorrer dos anos, muitas delas acabaram por se tornar bandas de referência, e até capazes de encher pavilhões (por exemplo os “The Black Keys”), no entanto, a grande maioria continuam no desconhecimento do comum dos mortais…
Ao longo dos tempos, o Blogville tem dado a conhecer muita dessas bandas através de posts do youtube, mas já que estamos em celebração decidi fazer uma playlist com um resumo das grandes malhas que temos tido a sorte de compartilhar.


Indie Playlist: grandes malhas By Carlos Rafael
Colectânea em actualização constante.

Uma pequena mostra do que podemos encontrar nesta colecção de pérolas: 



The Drums | I Hope Time Doesn't Change Him 

Reggie Wats covers Van Halen's Panama | AV Club 


No | So Scared | Sofar Los Angeles


Telekinesis | Please Ask for help


The Polyphonic Spree | Hold Yourself Up