O Why Files de AJ Gentile tem agora um spin off: "The Basement" - um podcast com convidados que enriquecem a linha editorial do canal.
O convidado do terceiro episódio, Timothy Hogan, autor, orador e investigador esotérico, é especializado nos Cavaleiros Templários, em alquimia, no gnosticismo e nas tradições herméticas. Foi apresentado às ideias templárias na infância, avançando posteriormente através de estudos rosacruzes e maçónicos, obtendo altos graus em vários ritos. Hogan actua como Grão-Mestre da Ordem do Templo dos Iniciados Secretos e fundou o Templar Collegia para ensinar filosofia e simbolismo templários.
A saborosa e elevada conversa explora as ligações entre os Cavaleiros Templários, a civilização perdida de Atlântida e a Arca da Aliança bíblica, aborda a história dos Templários (a sua ascensão, supressão, conhecimentos secretos), interpretações esotéricas de artefactos como a Arca (vista como uma rede global de dispositivos tecnológicos de geraçãod e energia em grande escala), possíveis ligações dos Templários com a sabedoria oculta da Atlântida e significados simbólicos/alquímicos por detrás de mitos como o Santo Graal. Hogan utiliza a sua experiência para combinar factos históricos com interpretações ocultas, discutindo simbolismos mais profundos na alquimia, influências gnósticas e como estes elementos se ligam às ordens esotéricas modernas.
Hogan não tem medo das palavras nem das suas próprias convicções e faz várias afirmações absolutamente disruptivas sobre a natureza de Cristo, o papel de Maria Madalena, os mistérios do Egipto pré-faraónico, e a verdadeira, se bem que secreta, confissão religiosa dos Templários, que, segundo ele, eram gnósticos e que estavam na verdade mais interessados em desenterrar e desvendar artefactos e conhecimentos de uma evoluída civilização anterior à antiguidade clássica do que em proteger os peregrinos cristãos que se deslocavam a Jerusalém.
O parvo do Dan Brown é um menino de escola primária, ao pé deste monstro conspirativo.
No que me diz respeito como cristão, e mesmo considerando que muitas destas afirmações são mais especulativas que substantivas, mesmo discordando mais do que concordando com Hogan, devo dizer que este deve ter sido o podcast mais interessante e intrigante e inspirador que consumi nos últimos anos, porque o meu cristianismo não é dogmático. Ou melhor: o único dogma que aceito está encerrados nas palavras do nazareno conforme elas nos chegaram nos evangelhos (incluindo os apócrifos) e essas, para além de serem já de si crípticas e carregadas de intrincados simbolismos, podem e devem ser exploradas filosoficamente e interpretadas dialecticamente e cruzadas com outros conhecimentos e outras abordagens religiosas e outras visões da história e da condição humana e levadas por outros caminhos, para além daqueles muito estreitos que são determinados rigidamente pelas igrejas cristãs.
Não sou mais ou menos fiel aos evangelhos por querer saber mais. Eu quero sempre saber mais porque: João 8:32.