sexta-feira, dezembro 06, 2024
França: Le Pen derruba o governo de Macron em votação histórica.
Mais uma nomeação desastrosa: Trump escolhe liberal para chefe da DEA.
Ouvir e reflectir.
Dissidente como sempre, Tucker Carlson voltou a Moscovo para conversar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov. No contexto de alto risco que estamos a experimentar por estes dias, e do ruído propagandístico que acompanha o evoluir da guerra na Ucrânia, talvez seja boa ideia ouvir o que o homem tem para dizer.
Espanha: ONGs exigem mais ajuda para os imigrantes ilegais em Valência, enquanto as vítimas das cheias são esquecidas.
Coitadinhos dos parasitas: CNN chora por burocratas inúteis do governo federal que Musk poderá despedir.
Um cenário dantesco.
Por causa da guerra na Ucrânia, estamos neste momento a milímetros de um confronto nuclear entre a NATO e a Rússia. Considerando as nomeações para a diplomacia e a segurança de Donald Trump, as promessas de paz que fez na campanha estarão longe de serem concretizadas e, pelo contrário, não é de todo disparatado projectar que os EUA vão intensificar o apoio à Ucrânia, enquanto a Rússia irá também aumentar o esforço de guerra naquele país martirizado.
Os líderes europeus anunciam a guerra como se de um passeio no parque numa chuvosa tarde de Inverno se tratasse, sendo até chocante a sua leviandade, considerando a probabilidade do apocalipse que traduziria que qualquer confronto directo com a Rússia e a fragilidade das defesas europeias face à segunda potência nuclear mundial.
Na Georgia, vive-se uma ambiente de golpe de estado, com uma luta entre nacionalistas pró-Rússia, apoiados pelo Kremlin, e globalistas pró-ocidentais, suportados pela CIA, que ali está a repetir o livro de normas utilizado na Ucrânia.
No Médio Oriente, Israel combate o Hamas em Gaza e o Hezbolah no Líbano, enquanto procede ao genocídio da população palestiniana. A Síria está a braços com um recrudescimento da guerra civil, num contexto surrealista em que os Estados Unidos apoiam a guerrilha rebelde de um movimento jihadista chamado... Al-Qaeda. E o Irão, mais cedo do que tarde, será alvo do complexo militar e industrial norte-americano, sendo mais que nítido que a próxima administração Trump tudo vai fazer para encontrar uma justificação que conduza à guerra com o país dos ayatolas.
A guerra por procuração que o ocidente declarou à Rússia é agora multidimensional e supra-continental, e considerando que são militares americanos e ingleses que operam os ATCAMS e os StormShadows que estão a ser disparados para o interior do território russo, esse conflito por procuração tem facetas de guerra aberta.
Na Europa, o governo francês acaba de colapsar, sem que uma solução em tempo real pareça possível, sendo que os próximos meses vão ser de caos político, social e económico no país do galo. Que podem impactar seriamente toda a União Europeia.
O governo alemão caiu, para todos os efeitos, no mês passado, e vamos ter eleições já em Janeiro, com os populistas do AfD bem lançados para surgirem como o segundo partido mais votado. O estabelecimento germânico tudo fará para impedir os populistas de acederem ao poder, claro, mas esperam-se convulsões políticas decorrentes desse esforço.
Na Áustria, as negociações para que se encontre uma coligação governamental que exclua o partido populista, que ganhou as eleições legislativas, não estão a correr lá muito bem e as tensões sociais que decorrem do processo de usurpação dos resultados eleitorais são também nítidas.
Na Roménia, a possível eleição de um presidente populista vai polarizar o país, que tem um governo globalista.
Em Espanha, a contestação ao executivo de Sánchez é cada vez mais intensa e não é certo que o governo sobreviva durante muito mais tempo.
No Reino Unido, a tirania de Starmer vai tender a agudizar-se e são também expectáveis perturbações mais ou menos profundas do tecido sócio-político britânico.
Na Coreia do Sul, vive-se neste momento uma crise constitucional, com um presidente divorciado do parlamento e, tudo indica, prestes a ser preso.
No nordeste do Pacífico, há quem se pergunte como é que Beijing ainda não aproveitou o contexto caótico deste cenário global para anexar Taiwan. A paciência chinesa é proverbial. Mas todos sabemos que é uma questão de tempo até que a cobiçada ilha seja definitivamente tomada.
E voltando aos Estados Unidos: a futura administração Trump vai ter, claramente, duas facções. A populista, interpretada por figuras como J.D. Vance, Tulsi Gabbard, Kash Patel, Elon Musk e RFK jr., e uma ala neoconservadora, próxima dos poderes estabelecidos em Washington e em Wall Street, protagonizada por homens como Marco Rubio, Mike Waltz, Sebastian Gorka e Scott Bessent.
Da disputa entre estas facções resultará a linha de orientação política, económica e geo-estratégica dos EUA para os próximos 4 anos. Se a facção globalista e expansionista sair por cima deste intestino confronto, vamos ter mais guerras, vamos ter mais tentativas de mudança de regime em países que o aparelho imperialista americano considere estratégicos para as suas ambições de domínio global, vamos ter mais choques económicos, vamos ter mais instabilidade social. E mesmo nos EUA, será previsível a agitação política, especialmente proveniente das bases do Partido Republicano, que elegeram Donald Trump precisamente para contrariar esse tipo de comportamento das elites globalistas.
Seja como for, a paisagem planetária está carregada de electricidade. E a mãe de todas as tempestades pode explodir a qualquer momento.
Caos na Coreia do Sul: Presidente declara lei marcial, Parlamento anula o decreto.
CPAC Argentina: A liberdade ainda vive nas américas.
quinta-feira, dezembro 05, 2024
Drones misteriosos avistados sobre bases dos EUA no Reino Unido.
A Força Aérea dos EUA revelou que 'drones' sobrevoaram bases aéreas do Reino Unido, e em 2024 são vários os casos em que 'enxames de drones' foram detectados sobre instalações militares americanas. A hipótese de se tratar de tecnologia alienígena tem sido também discutida.
Cidadão alemão que criticou um juiz por se limitar a multar um violador de menores, condenado ao dobro dessa multa.
Líder militar da NATO diz aos empresários europeus para se prepararem para a guerra.
Haikus da Revolução
O perigo iminente de um homem que não tem nada a perder.
Sem noção da ironia: Joe Biden perdoa Hunter Biden. Justifica-se com o argumento da perseguição política.
Arcebispo ligado ao WEF demite-se devido a alegações de abuso sexual de crianças.
Coisas da vida.
O blog tem estado um bocadinho abandonado e eu peço desculpa aos meus amigos que ainda têm a generosidade de seguir esta antiga e difícil página (que nem são assim tão poucos como isso), mas a vida tem, nos últimos tempos, levado este escriba por caminhos insuspeitos, e todos sabemos como os imprevistos são capazes de ser mais dispendiosos em tempo do que as rotinas.
E se me dissessem há dois anos atrás que o Paulo Hasse Paixão ia ser entrevistado num programa de televisão por cabo, a minha reacção seria esta, de certeza absoluta: muda de droga porque o que estás a fumar é um químico manhoso.
Mas no outro dia fui gravar um episódio do excelente e dissidente "Isto é o Povo a Falar" e, para ser sincero, gostei da experiência. Quero dizer, o programa foi emitido hoje (será publicado no Youtube posteriormente) e não gostei nada de me ver televisionado, cheio de trejeitos, super agitado dentro do enquadramento, a esbracejar imenso e a meter os dedos na boca e amador à brava como um rookie maluco, mas, ainda assim, achei piada à coisa: O Paixão na televisão.
Bom Deus.
Isto para dizer que entre convites para think tanks em fase de gestação, desafios profissionais ligados ao meu ofício de publicitário, acompanhamento e apoio editorial de grupos de debate e participação em talk shows mais ou menos subterrâneos, em concomitância com o dever editorial a que me obriga o Contra, tenho tido de facto muito pouco tempo para o Blogville.
Até porque, aqui entre nós, estes compromissos têm impacto nas minhas rotinas de sono e não tenho dormido lá muito bem, o que, quando já somas quase seis décadas de atrito ontológico, não é muito recomendável.
Não me estou a queixar. Tudo isto é até, de certa forma, divertido. Mas tem um preço e é o blog que o está a pagar.
Tenham paciência comigo. Dias mais produtivos virão. Se Deus quiser.
quarta-feira, dezembro 04, 2024
Bem jogado: Trump nomeia Kash Patel como Director do FBI.
De salários e pendões ou a indignação contraproducente.
Rússia coloca base dos EUA na Polónia na lista de “potenciais alvos para eliminação.”
Áustria: Polícia de Viena proibe manifestação massiva de apoio ao “Chanceler do Povo” Herbert Kickl.
segunda-feira, dezembro 02, 2024
Quem são os portugueses?
Caçadores recolectores da península ibérica, agricultores do neolítico provenientes da Anatólia, fenícios, romanos, celtas, godos, mouros e judeus sefarditas. Apesar de ter sido condenado ao rabo da Europa, o português transporta um DNA complexo e diversificado.
Um simples passeio entre o Martim Moniz e a Praça do Chile revela que daqui a umas décadas o gene dos paquistaneses também entrará, em boa percentagem, no DNA dos lusitanos.

























