sexta-feira, dezembro 06, 2024



França: Le Pen derruba o governo de Macron em votação histórica.

O Rassemblement National de Marine Le Pen derrubou o governo globalista de Michel Barnier com uma moção de censura apoiada também pela extrema-esquerda que poderá desencadear eleições antecipadas e uma crise política na União Europeia.


Mais uma nomeação desastrosa: Trump escolhe liberal para chefe da DEA.

Chad Chronister seria o ideal director do DEA se os americanos tivessem eleito um liberal-leninista. E considerando muitas das nomeações de Donald Trump, se calhar elegeram mesmo.


Ouvir e reflectir.

Dissidente como sempre, Tucker Carlson voltou a Moscovo para conversar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov. No contexto de alto risco que estamos a experimentar por estes dias, e do ruído propagandístico que acompanha o evoluir da guerra na Ucrânia, talvez seja boa ideia ouvir o que o homem tem para dizer.

Espanha: ONGs exigem mais ajuda para os imigrantes ilegais em Valência, enquanto as vítimas das cheias são esquecidas.

Enquanto as ONG se queixam de que os imigrantes ilegais não recebem financiamento suficiente em Valência, 100.000 pessoas marcharam na cidade para protestar contra o facto de o governo não ter prestado ajuda às vítimas das cheias.


Coitadinhos dos parasitas: CNN chora por burocratas inúteis do governo federal que Musk poderá despedir.

A CNN está a queixar-se de que Elon pode correr com gente que detém cargos imprestáveis como “Director da Diversificação Climática” e “Conselheiro Sénior para a Justiça Ambiental". Ah, o horror!


Um cenário dantesco.

Não me lembro, sinceramente, de um panorama global tão negro, desde que tenho consciência política. 

Por causa da guerra na Ucrânia, estamos neste momento a milímetros de um confronto nuclear entre a NATO e a Rússia. Considerando as nomeações para a diplomacia e a segurança de Donald Trump, as promessas de paz que fez na campanha estarão longe de serem concretizadas e, pelo contrário, não é de todo disparatado projectar que os EUA vão intensificar o apoio à Ucrânia, enquanto a Rússia irá também aumentar o esforço de guerra naquele país martirizado.

Os líderes europeus anunciam a guerra como se de um passeio no parque numa chuvosa tarde de Inverno se tratasse, sendo até chocante a sua leviandade, considerando a probabilidade do apocalipse que traduziria que qualquer confronto directo com a Rússia e a fragilidade das defesas europeias face à segunda potência nuclear mundial.

Na Georgia, vive-se uma ambiente de golpe de estado, com uma luta entre nacionalistas pró-Rússia, apoiados pelo Kremlin, e globalistas pró-ocidentais, suportados pela CIA, que ali está a repetir o livro de normas utilizado na Ucrânia.

No Médio Oriente, Israel combate o Hamas em Gaza e o Hezbolah no Líbano, enquanto procede ao genocídio da população palestiniana. A Síria está a braços com um recrudescimento da guerra civil, num contexto surrealista em que os Estados Unidos apoiam a guerrilha rebelde de um movimento jihadista chamado... Al-Qaeda. E o Irão, mais cedo do que tarde, será alvo do complexo militar e industrial norte-americano, sendo mais que nítido que a próxima administração Trump tudo vai fazer para encontrar uma justificação que conduza à guerra com o país dos ayatolas.

A guerra por procuração que o ocidente declarou à Rússia é agora multidimensional e supra-continental, e considerando que são militares americanos e ingleses que operam os ATCAMS e os StormShadows que estão a ser disparados para o interior do território russo, esse conflito por procuração tem facetas de guerra aberta.

Na Europa, o governo francês acaba de colapsar, sem que uma solução em tempo real pareça possível, sendo que os próximos meses vão ser de caos político, social e económico no país do galo. Que podem impactar seriamente toda a União Europeia.

O governo alemão caiu, para todos os efeitos, no mês passado, e vamos ter eleições já em Janeiro, com os populistas do AfD bem lançados para surgirem como o segundo partido mais votado. O estabelecimento germânico tudo fará para impedir os populistas de acederem ao poder, claro, mas esperam-se convulsões políticas decorrentes desse esforço.

Na Áustria, as negociações para que se encontre uma coligação governamental que exclua o partido populista, que ganhou as eleições legislativas, não estão a correr lá muito bem e as tensões sociais que decorrem do processo de usurpação dos resultados eleitorais são também nítidas.

Na Roménia, a possível eleição de um presidente populista vai polarizar o país, que tem um governo globalista.

Em Espanha, a contestação ao executivo de Sánchez é cada vez mais intensa e não é certo que o governo sobreviva durante muito mais tempo. 

No Reino Unido, a tirania de Starmer vai tender a agudizar-se e são também expectáveis perturbações mais ou menos profundas do tecido sócio-político britânico.

Na Coreia do Sul, vive-se neste momento uma crise constitucional, com um presidente divorciado do parlamento e, tudo indica, prestes a ser preso.

No nordeste do Pacífico, há quem se pergunte como é que Beijing ainda não aproveitou o contexto caótico deste cenário global para anexar Taiwan. A paciência chinesa é proverbial. Mas todos sabemos que é uma questão de tempo até que a cobiçada ilha seja definitivamente tomada.

E voltando aos Estados Unidos: a futura administração Trump vai ter, claramente, duas facções. A populista, interpretada por figuras como J.D. Vance, Tulsi Gabbard, Kash Patel, Elon Musk e RFK jr., e uma ala neoconservadora, próxima dos poderes estabelecidos em Washington e em Wall Street, protagonizada por homens como Marco Rubio, Mike Waltz, Sebastian Gorka e Scott Bessent. 

Da disputa entre estas facções resultará a linha de orientação política, económica e geo-estratégica dos EUA para os próximos 4 anos. Se a facção globalista e expansionista sair por cima deste intestino confronto, vamos ter mais guerras, vamos ter mais tentativas de mudança de regime em países que o aparelho imperialista americano considere estratégicos para as suas ambições de domínio global, vamos ter mais choques económicos, vamos ter mais instabilidade social. E mesmo nos EUA, será previsível a agitação política, especialmente proveniente das bases do Partido Republicano, que elegeram Donald Trump precisamente para contrariar esse tipo de comportamento das elites globalistas.

Seja como for, a paisagem planetária está carregada de electricidade. E a mãe de todas as tempestades pode explodir a qualquer momento.

Caos na Coreia do Sul: Presidente declara lei marcial, Parlamento anula o decreto.

O Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, declarou a lei marcial na terça-feira, acusando a oposição de actividades “anti-estatais”. Mas os deputados da Assembleia Nacional anularam o decreto e o Presidente está agora isolado e em maus lençóis.


CPAC Argentina: A liberdade ainda vive nas américas.

Manter o que sempre deu certo, melhorar o que precisa de ser melhorado: Eis o conservadorismo. E nas Américas, há uma organização que o defende sem reticências. Os conservadores europeus deviam seguir o exemplo. Uma crónica de Walter Biancardine.


quinta-feira, dezembro 05, 2024



Drones misteriosos avistados sobre bases dos EUA no Reino Unido.

A Força Aérea dos EUA revelou que 'drones' sobrevoaram bases aéreas do Reino Unido, e em 2024 são vários os casos em que 'enxames de drones' foram detectados sobre instalações militares americanas. A hipótese de se tratar de tecnologia alienígena tem sido também discutida.


Cidadão alemão que criticou um juiz por se limitar a multar um violador de menores, condenado ao dobro dessa multa.

Cidadãos alemão que descreveu um juiz como “perturbado mentalmente”, depois deste ter condenado um sírio que violou uma rapariga de 15 anos a uma mera multa, foi penalizado no dobro do valor dessa multa por ter insultado o juiz.



Líder militar da NATO diz aos empresários europeus para se prepararem para a guerra.

O sinistro almirante Rob Bauer quer que empresários e civis se preparem e mobilizem para um conflito com a Rússia. Mas que preparação e que mobilização será de utilidade num cenário apocalíptico de guerra termonuclear?


Haikus da Revolução

A Arte do Haiku: A Lego tem vergonha da sua esquadra de polícia, Lenine arrepende-se de Estaline e Jeff Bezos toca a sua lira enquanto vilões destroem a memória dos heróis. Mas a revolução não estraga um bom dia de praia.


Things change.

O perigo iminente de um homem que não tem nada a perder.

Derrotado em todas as frentes, Joe Biden já não tem nada a perder. E é isso precisamente que transforma os últimos 45 dias do seu mandato num momento extremamente perigoso para a humanidade. Uma crónica de Afonso Belisário.


Sem noção da ironia: Joe Biden perdoa Hunter Biden. Justifica-se com o argumento da perseguição política.

Joe Biden concedeu ao seu filho Hunter um “perdão total e incondicional” no domingo, justificando a sua decisão, sem aparente consciência da ironia, com o argumento de que os processos contra o acusado constituíam uma forma de perseguição política.


Arcebispo ligado ao WEF demite-se devido a alegações de abuso sexual de crianças.

Justin Welby, Arcebispo de Cantuária, líder da Igreja de Inglaterra e colaborador recorrente do World Economic Forum, demitiu-se após alegações de que encobriu casos de abuso sexual de crianças durante mais de uma década.


Coisas da vida.

O blog tem estado um bocadinho abandonado e eu peço desculpa aos meus amigos que ainda têm a generosidade de seguir esta antiga e difícil página (que nem são assim tão poucos como isso), mas a vida tem, nos últimos tempos, levado este escriba por caminhos insuspeitos, e todos sabemos como os imprevistos são capazes de ser mais dispendiosos em tempo do que as rotinas.

E se me dissessem há dois anos atrás que o Paulo Hasse Paixão ia ser entrevistado num programa de televisão por cabo, a minha reacção seria esta, de certeza absoluta: muda de droga porque o que estás a fumar é um químico manhoso.

Mas no outro dia fui gravar um episódio do excelente e dissidente "Isto é o Povo a Falar" e, para ser sincero, gostei da experiência. Quero dizer, o programa foi emitido hoje (será publicado no Youtube posteriormente) e não gostei nada de me ver televisionado, cheio de trejeitos, super agitado dentro do enquadramento, a esbracejar imenso e a meter os dedos na boca e amador à brava como um rookie maluco, mas, ainda assim, achei piada à coisa: O Paixão na televisão.

Bom Deus.

Isto para dizer que entre convites para think tanks em fase de gestação, desafios profissionais ligados ao meu ofício de publicitário, acompanhamento e apoio editorial de grupos de debate e participação em talk shows mais ou menos subterrâneos, em concomitância com o dever editorial a que me obriga o Contra, tenho tido de facto muito pouco tempo para o Blogville.

Até porque, aqui entre nós, estes compromissos têm impacto nas minhas rotinas de sono e não tenho dormido lá muito bem, o que, quando já somas quase seis décadas de atrito ontológico, não é muito recomendável.

Não me estou a queixar. Tudo isto é até, de certa forma, divertido. Mas tem um preço e é o blog que o está a pagar.

Tenham paciência comigo. Dias mais produtivos virão. Se Deus quiser.

quarta-feira, dezembro 04, 2024



Bem jogado: Trump nomeia Kash Patel como Director do FBI.

Donald Trump nomeou Kash Patel como Director do FBI. No contexto algo sombrio das últimas nomeações do Presidente Eleito, a escolha de um conservador da ala populista é uma excelente notícia.


De salários e pendões ou a indignação contraproducente.

A reacção do estabelecimento às faixas dissidentes do Chega só reforçou a sua razão de ser. E o que podia ter sido uma circunstância política de rodapé, passou a manchete. Ventura deve agradecer a cortesia a Aguiar-Branco. Uma crónica de Afonso Belisário.


Rússia coloca base dos EUA na Polónia na lista de “potenciais alvos para eliminação.”

Uma base militar de mísseis balísticos dos EUA na Polónia, que pode “levar a um aumento do nível geral de perigo nuclear”, está agora na lista de alvos da Rússia para possível destruição, segundo declarações de Moscovo.


Áustria: Polícia de Viena proibe manifestação massiva de apoio ao “Chanceler do Povo” Herbert Kickl.

A polícia proibiu uma grande manifestação planeada para sábado passado, em Viena, para apoiar o líder do FPÖ, Herbert Kickl, que foi excluído das negociações governamentais em curso apesar de ter obtido a maioria dos votos nas últimas eleições.


 

segunda-feira, dezembro 02, 2024

Quem são os portugueses?

Caçadores recolectores da península ibérica, agricultores do neolítico provenientes da Anatólia, fenícios, romanos, celtas, godos, mouros e judeus sefarditas. Apesar de ter sido condenado ao rabo da Europa, o português transporta um DNA complexo e diversificado.

 

Um simples passeio entre o Martim Moniz e a Praça do Chile revela que daqui a umas décadas o gene dos paquistaneses também entrará, em boa percentagem, no DNA dos lusitanos.

domingo, dezembro 01, 2024



A terrifying twist on democracy

Condado de Denbighshire, no País de Gales, inclui o Rei Artur numa ‘cronologia LGBT’

Apesar de não existirem quaisquer relatos que sugiram que o Rei Artur fosse homossexual, o mítico personagem da baixa Idade Média britânica foi incluído na linha cronológica da história LGBTQ+ de um município do País de Gales.


A cultura presente será um presente envenenado?

Na sua primeira crónica para o ContraCultura, Duarte Abreu Loureiro analisa o carácter híbrido da cultura popular do Portugal contemporâneo, que oscila entre tradições pátrias e costumes alienígenas, para prejuízo das primeiras.


Que boa ideia: Biden considera entregar armas nucleares à Ucrânia.

Depois da arriscadíssima decisão de permitir que a Ucrânia use misseis americanos em território russo, Joe Biden está a ponderar ir até ao limite das possibilidades e armar Zelensky com arsenal nuclear. É neste momento mais que nítido que o Ocidente anseia pelo apocalipse.