A mensagem de adeusinho ao partido democrata da valente Tulsi Gabbard, reportada em tempo real pelo Blogville, está a dar que falar nos Estados Unidos. Não que o abandono fosse surpreendente, porque a rapariga já era uma adversária de regime Biden desde que a actual administração tomou o poder. Não que a sua breve mas contundente alocução contivesse alguma falsidade: tudo o que ela diz é certeiro e factual. Mas porque Tulsi era, até aqui há não muito tempo atrás, uma das figuras mais promissoras do universo político liberal americano. Só que a palavra liberal deve ser tomada aqui no seu sentido literal e não no sentido que os democratas lhe atribuíram nos últimos anos, que é precisamente o oposto: o liberalismo contemporâneo transformou-se numa ideologia autoritária, persecutória, fascizante e portanto, iliberal. E foi por isso que a haitiana decidiu desertar.
Tucker, que já há muito mantinha uma relação estreita com Tulsi Gabbard - ela chegou a apresentar o Tucker Carlson Tonight neste verão, quando o apresentador foi de férias e é presença habitual no programa - pegou ontem no assunto, para o dissecar com o seu bisturi danado.
No Air Force One, uma jornalista perguntou a Trump se tem a certeza que o Irão estava prestes a ter armas nucleares já que em Fevereiro a sua própria directora dos serviços de inteligência, Tulsi Gabbard, tinha afirmado no Congresso que o país dos aiatolás não estava perto de conseguir produzir esse tipo de armamento.
Resposta do Júlio César americano:
"Não quero saber do que ela disse. Acho que estavam muito perto de ter uma."
Como acontece com toda a gente que chega à Casa Branca, Donald Trump está possuído. Não encontro outra explicação.
E também não sei do que é que Tulsi está à espera para se demitir.
COLLINS: “Tulsi Gabbard testified in March that the intelligence community said Iran wasn't building a nuclear weapon.”
TRUMP: “I don't care what she said. I think they were very close to having one.”pic.twitter.com/Bbuu2YEhy5
Tulsi Gabbard divulgou documentos que sugerem que Anthony Fauci
financiou investigação de ganho de função no laboratório de Wuhan e
trabalhou activamente para suprimir a teoria, entretanto confirmada, de
que uma fuga desse laboratório esteve na origem da pandemia COVID-19.
Três informadores dos serviços secretos norte-americanos afirmaram que
agentes da CIA apreenderam documentos dos arquivos JFK e MKUltra na
posse da Directora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, que
tencionava desclassificá-los.
O Senado dos Estados Unidos confirmou a nomeação de Tulsi Gabbard para o
cargo de Directora dos Serviços de Inteligência dos EUA. A
ex-congressista democrata vai ser sem dúvida um força de paz, bom senso e
moderação na administração Trump.
Tulsi Gabbard desclassificou documentos que provam sem margem para
dúvida que a administração Obama cometeu crimes de traição e
interferência eleitoral em 2016. Mas quem para além dela no executivo
Trump estará interessado em levar estas provas às últimas consequências?
Tulsi Gabbard, a única oficial de topo do governo federal americano não
completamente alinhada com o Regime Epstein, demitiu-se para,
alegadamente, apoiar o marido, diagnosticado com cancro. Mas é preciso
ser uma espécie rara de palerma para acreditar nisso.
A ilustração perfeita de como o conflito no Médio Oriente está a dividir aqueles que se recusaram até aqui a aceitar as narrativas dos poderes instituídos, assunto que o Contra já abordou e é deveras preocupante, é plasmada neste clip por Kim Iversen: a até aqui pacifista dissidente do Partido Democrata Tulsi Gabbard escolheu um lado, no conflito entre o Hamas e Israel, o lado da Fox News, que lhe paga a milionária avença, e desdenha agora, mesmo contra as suas não muito antigas convicções, toda e qualquer dissidência à posição pró-sionista.
Mudar de opinião não é um crime. Deus sabe que eu, nos últimos anos, já alterei nem sei quantas vezes o meu juízo sobre isto e aquilo, e inclusivamente sobre a legitimidade de Israel para a fazer a guerra com os seus vizinhos. Mas atacar assim aqueles que a apoiaram e a defenderam até aqui há uns meses atrás é, no mínimo, uma traição à causa do livre arbítrio que só pode ser compreendida à luz de um conformismo aos poderes instituídos e ao seu fluxo financeiro. Porque coragem, como sabemos, não falta a Tulsi Gabbard.
E enquanto nos divide com barricadas, falsas bandeiras, equívocos históricos, falácias ideológicas e mentiras às toneladas, o verdadeiro inimigo progride a olhos vistos.
Circulam por estes dias rumores de que Trump vai nomear o neocom Marco Rubio para Secretário de Estado. A concretizar-se, esta infeliz decisão, para além de constituir uma traição flagrante do mandato populista, confirma as piores expectativas que podíamos alimentar sobre a próxima administração republicana. Rubio é um senhor da guerra e com ele à frente da diplomacia norte-americana não haverá paz na Ucrânia, e a guerra com o Irão será mais que provável, para além de uma intensificação das tensões com a China.
Trump nomeou entretanto Kristi Noem, a governadora do Dakota do Norte e criadita do sionismo internacional, para chefe do ICE, a polícia aduaneira dos EUA (talvez para compensar a nomeação de Tom Homan, este sim, um genuíno populista, como 'Czar da Fronteira'). Apesar de conservadora, Noem é conhecida pelas suas posições polémicas sobre ideologia de género, que nada têm a ver com o mandato eleitoral que deu uma vitória histórica aos republicanos.
Trump anunciou também a nomeação do congressista Mike Walz, outro sionista super manhoso e um homem intestinamente ligado ao pântano de Washington, como Conselheiro de Segurança Nacional. Outra tenebrosa decisão.
Isto enquanto figuras de alto perfil e intimamente relacionadas com o espírito e a letra do seu mandato eleitoral, como Rand Paul, Tulsi Gabbard, Matt Gaetz, Thomas Massie e Anna Paulina Luna, só para dar alguns exemplo, estão a ficar de fora das nomeações.
Velhos hábitos são difíceis de contrariar e Donald Trump parece estar a repetir afinal os mesmos erros da sua anterior presidência. E isto apesar de ter reconhecido durante a campanha eleitoral que a principal fragilidade dessa estadia na Casa Branca tinha sido precisamente o péssimo critério nas escolhas que fez para a constituição do seu executivo.
Chamem-me pessimista, ou chamem-me o que quiserem, que é para o lado que durmo melhor, mas a verdade é esta: Donald Trump, como homem, está longe de constituir um ideal de virtudes. Como político, está longe de constituir um ideal populista. E como Presidente, vai ficar longe de cumprir as expectativas do seu eleitorado.
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Actualização às 3H00: Aparentemente, Trump nomeou Matt Gaetz para Procurador Geral. E Tulsi Gabbard como Directora de Inteligência (serviços secretos). Boa! Mas confirma-se também que nomeou Marco Rubio para Secretário de Estado, o que é uma notícia horrível. Mixed feelings, now.
Pelo crime de dissidência política - e de não ter medo de dizer o que
pensa - a ex-congressista democrata e tenente-coronel (na reserva) do
exército dos EUA, Tulsi Gabbard, foi colocada numa lista de vigilância
de terroristas pelo regime Biden.
I can no longer remain in today’s Democratic Party that is now under the complete control of an elitist cabal of warmongers driven by cowardly wokeness, who divide us by racializing every issue & stoke anti-white racism, actively work to undermine our God-given freedoms, are… pic.twitter.com/oAuTnxZldf
Durante sua audiência de confirmação para se tornar chefe da
inteligência do executivo de Donald Trump, Tulsi Gabbard rebateu os
democratas e os 'conservadores' só em nome que passaram meses
difamando-a como um trunfo da Rússia ou uma ameaça à segurança nacional.
Naquele que poderá ser o seu último acto público como Directora de
Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard desclassificou as provas que
confirmam que o governo federal dos EUA financia mais de 120
biolaboratórios em todo o mundo, incluindo na Ucrânia.
Enquanto as nomeações de Matt Gaetz e Tulsi Gabbard são certeiras, a
opção Marco Rubio constitui uma traição flagrante do mandato populista e
refreia o optimismo inicial que recaiu sobre a próxima administração
republicana.
Se há uma nomeação de Trump que não está a desiludir, é a de Tulsi Gabbard para o cargo de directora dos serviços de inteligência norte-americanos. Reparem bem na pinta desta declaração publicada hoje:
Funcionários das agências de inteligência dos EUA discutiam "cirurgia
transgénero” e “depilação, injecções de estrogénio e a experiência de
prazer sexual pós-castração” nas plataformas de conversação
governamentais. Tulsi correu com eles todos.
No entretanto, ninguém se indigna com as centenas de milhar de hindus que estão a ser chacinados às mãos dos muçulmanos, no Bangladesh. Nem com os milhões de cristãos que estão a ser perseguidos pelo mesmo género de carrascos, no Médio Oriente. Ninguém, não. Tulsi Gabbard não se cansa de denunciar estas ondas de terror, que são ignoradas pelos governos ocidentais e omitidas pelos bandalhos nojentos da imprensa contemporânea. Mas, convenhamos, esta é uma voz condenada ao oblívio, dado o ruído cacofónico e insuportável que fazem os media sobre questões menores ou problemas inexistentes, mas que servem lindamente agendas políticas manhosas, que objectivam apenas o poder pelo poder.
A crise de valores e o falecimento da moral são fenómenos cristalinos, quando ouvimos Tulsi denunciar os horrores que são, todos os dias, ignorados por toda esta gente horrorosa.
Tulsi Gabbard, uma personalidade do universo do Partido Democrata, não poupa palavras na crítica que faz ao ataque cerrado a que a administração Biden está a submeter os cidadãos americanos que não concordam com as suas políticas. E que são "apenas", segundo as sondagens, dois terços da população dos Estados Unidos.
Para um líder que prometeu unificar a nação, catalogar dezenas e dezenas de milhões de pessoas como racistas e terroristas, instrumentalizar as instituições federais de forma a perseguir dissidentes políticos e procurar destruir as vidas daqueles que não aceitam os mandatos de vacinação não parece configurar uma metodologia lá muito eficaz.
Que as sanções decretadas contra os russos são completamente destinadas a castigar os europeus e os americanos que têm a infelicidade de ter rendimentos da classe média para baixo, já não é novidade nenhuma para quem frequente este blog, mesmo que de forma muito intermitente. O que é novo e excelente em todas as dimensões possíveis é a posição de âncora da linda e assertiva e corajosa e articulada e nobre e justa e moderada e sensata e outra vez linda Tulsi Gabbard (uma liberal, ex-congressista democrata), na Fox News.
Pequenas coisas que são grandes.
.@TulsiGabbard breaks down the impact that sanctions against Russia have on energy:
“It’s never been about morality. It’s not about the people of Ukraine, or protecting democracy.”pic.twitter.com/xdz139ESlu
A lindíssima e articulada e inteligente e sensata e corajosa Tulsi Gabbard tem um show novinho em folha. E logo numa das primeiras edições o convidado foi Tucker Carlson. Os dois conversam sobre o estado dos principais meios de comunicação social, a razão pela qual Tucker quase se se tornou num operacional da CIA (!) e a poderosa influência das agências de segurança interna no Congresso (este segmento é imperdível). Falam também sobre a natureza temporária da vida, a realidade da morte e a fé Deus, partilhando facetas mais ocultas ao grande público.