quinta-feira, janeiro 08, 2026

Depois da traição, a chantagem: Donald Trump diz que será destituído pelos democratas se os republicanos não ganharem as eleições intercalares.

Trump enfatizou a importância de manter as maiorias republicanas no Congresso, nas intercalares deste ano, para evitar uma terceira tentativa de impeachment pelos democratas. Mas a verdade é que a derrota eleitoral que se adivinha só tem um responsável: o próprio Trump.


 

Como criticar o regime Trump sem ferir os sentimentos do seu líder.

Neste podcast que integra um monólogo e uma conversa com Megyn Kelly, Tucker Carlson explora a transição de República para Império que Donald Trump está a tentar conduzir, alertando para os perigos desse caminho e atacando ferozmente os poderes instituídos em Washington e a influência sionista, enquanto tenta ao máximo poupar o Presidente, que é o primeiro responsável pelo processo, num malabarista exercício de análise crítica, contenção, moderação e conciliação.

Megyn, por seu lado e talvez surpreendentemente, assume que tem muitas dúvidas sobre a virtude da operação militar na Venezuela (e até sobre a presumível intenção da Casa Branca de anexar a Gronelândia), enquanto reforça as críticas de Tucker à legião de neocons e agentes israelitas sedentos de sangue que agora reinam na Casa Branca. Kelly refere também o óbvio: que Trump não foi eleito para fazer a guerra e mudar regimes no estrangeiro, mas para resolver os problemas dos americanos e da federação, e que a sua recusa desse foco lhe pode custar as intercalares e a capacidade de fazer passar iniciativas legislativas no Congresso. Isto tudo enrolado, porém, num discurso que tenta a todo o custo salvar o inquilino da Casa Branca dos seus próprios pecados.

Tanto no caso de Tucker como no de Megyn, percebe-se claramente um desespero de causa e desconfio bem que até às eleições de Novembro deste ano, o apoio que ainda conseguem, mesmo que reticentemente, manifestam relativamente a este regime poderá muito bem desvanecer-se por completo.

Não sei, digo eu. 

Berlim: Ataque terrorista da Antifa deixou centenas de milhar de pessoas sem energia e expostas a temperaturas gélidas.

A Antifa atacou a rede eléctrica de Berlim, deixando 45.000 residências sem luz nem aquecimento. As autoridades alojaram imediatamente os imigrantes em locais quentes e seguros, enquanto os residentes tiveram que pagar alojamentos em hotéis ou foram deixados a gelar em casa.


 

Venezuela: os Desafios Geopolíticos

O que se passou na Venezuela revela até que ponto Trump é herdeiro directo de Roosevelt e da lógica do Big Stick. Os EUA estão profundamente preocupados com o seu hemisfério e não admitem que a China ou a Rússia aí consolidem posições. Uma análise de Francisco Henriques da Silva.


quarta-feira, janeiro 07, 2026

Trump reitera a “necessidade” de anexar a Gronelândia após operação na Venezuela.

Donald Trump insiste que os EUA precisam da Gronelândia por razões de segurança. E seria até divertida a circunstância da NATO se ver, mesmo que em teoria apenas, obrigada a defender um país membro da agressão dos... Estados Unidos.


 


Ex-enviado de Trump para a Venezuela afirma que o país é “demasiado complexo” para os EUA governarem.

Creditando Donald Trump e Marco Rubio, os EUA querem governar a Venezuela. A tarefa será provavelmente mais difícil do que a maioria das pessoas imagina. Um diplomata que a actual administração americana enviou para o país explica porquê.


 

Era precisamente isto que Vladimir Putin precisava de fazer agora:

Líderes políticos australianos respondem a atentado terrorista com mais restrições à liberdade de expressão e ao porte de armas.

Na Austrália, a reacção dos poderes instituídos ao ataque terrorista islâmico em Bondi Beach está a centrar-se em mais restrições ao livre discurso e ao porte de armas, e não no controlo de fronteiras e no justo inquérito às políticas de imigração.


 

Crónica do caos anunciado: grupos armados confrontam tropas governamentais em Caracas.

A operação de mudança de regime na Venezuela já está a decair para o caos: intensos tiroteios em Caracas confirmam rumores de que o braço direito de Maduro, Diosdado Cabello, estará a planear um golpe de Estado contra a presidente interina Dulcy Rodríguez.


 

Isto está a ficar mesmo, mesmo, mas mesmo, muito, muito, mas mesmo muito perigoso.

 
Não é que eu já não tenha dito e escrito isto para cima de umas vinte vezes, mas: o 'presidente de paz' vai nos enfiar a todos na terceira guerra mundial.

terça-feira, janeiro 06, 2026

Absolutely.


Jeffrey Sachs parte a loiça toda, no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Bem sei que são palavras vãs, bem sei que as Nações Unidas e o seu Conselho de Segurança são entidades vazias de poder e de decência, mas vale mesmo a pena ouvi-lo, ainda assim, porque a voz de Sachs ecoa a vontade daqueles todos no mundo que defendem a paz e bom senso contra o triunfo das trevas.

The AI Malfunction Series #01

Wikipedia: Todos podem ser orgulhosos do tom da sua pele. Menos os brancos.

A Wikipedia acha que há virtudes e defeitos inerentes ao tom de pele de cada um, ou decorrentes das inclinações do seu libido. E toda a gente é virtuosa, excepto os brancos heterossexuais, coitados, que devem viver mergulhados na culpa e na vergonha.


 

No tempo em que acreditávamos no futuro.

No tempo em que acreditávamos no futuro éramos capazes de grande aparato filarmónico, com uns quantos acordes apenas. E em plena Guerra Fria, a pior tragédia do rock era a dor de corno.


A Ceia de César.

César janta com a Primeira Matrona
aquelas coisas requintadas que se jantam nos palácios dos césares.

Lagostins de Osaka, Ostras da Bretanha, Percebes de Sagres,
mas, antes do Bife Argentino (com brócolos de Alexandria), 
é interrompido pelo mordomo altivo
que lhe segreda íntimo palavreado. 

Fecha o semblante, limpa as beiças com o guardanapo de puro linho italiano,
lava a boca com a soda que sobrava no copo de cristal suíço 
e cospe no escarrador texano para, de boca lavada, informar solenemente
a solene conjugue:

- Lamento, querida, mas tenho que ir até à Sala da Guerra
Para me certificar de que as pessoas estão a ser devidamente mortas
no País dos Nhurros.

Caminha, entre peidos e arrotos, pelos mármores turcos do palácio, 
arrependendo-se severamente de não ter usado a sanita de platina
dos lavabos cesários,
até encontrar a escadaria em pedra negra angolana
que conduz às antecâmaras do labor proibido dos césares,
habitadas apenas pelo seu círculo mais íntimo
de generais e lambe cus.

Entra na Sala da Guerra escancarando as portas de aço coreano 
ainda meio indisposto dos intestinos e
exigindo satisfações:

- Quantos matámos já, no País dos Nhurros?

Os generais e os lambe cus levantam-se e dobram-se e,
com os testículos no chão, cantam em coro grego:

- Paz pela Força: para cima de cem mil, senhor!

César acomoda-se na cadeira de couro de flor integral da Patagónia,
observa distraidamente a parede de monitores ao fundo da mesa de mogno brasileiro
e pede um Jim Beam ao ajudante de campo:

- Já sabes, rapaz, com muito gelo e dois dedos de Pepsi.

César não está satisfeito com aquilo que vê. 
As imagens que chegam por satélite são difusas, 
escasseia o sangue e o fogo de artifício,
o rosto esverdeado dos lambe cus não inspira confiança
e o ar cheira à cobardia dos generais. 

- Por Juno, alguém me consegue explicar por que raio 
é que tenho um bife portenho a arrefecer no domicílio imperial?

Sufocado pelo silêncio dos congéneres e a urgência do supremo líder,
o Chefe do Estado Maior tosse os nervos, 
ajusta a gravata de seda afegã,
e decide-se a dizer:

- As milícias do País dos Nhurros, senhor...

César contém a impaciência durante dez eternos segundos. 
Mas o seu olhar dispara todas as ameaças que um tribunal militar pode produzir.
Passam a quatro as cinco estrelas do general de cinco estrelas,
passam a três, 
passam a duas até que o suor frio obriga ao verbo:

- As milícias do País dos Nhurros... 
Enfim, senhor, parece que o inimigo...
Matámos muitos, Senhor, sem dúvida que matámos muitos,
para cima de cem mil (Paz pela Força!) 
e temos os nossos melhores homens
no teatro das operações
mas as milícias, Senhor...

O silêncio na Sala da Guerra é agora mais profundo
do que aquele que Deus escutava
antes da criação. 

César levanta-se, apoia os punhos na mesa, 
e enquanto tenta desesperadamente conter um peido
deixa-se gritar:

- Foda-se para esta merda toda! 

Bebe o Bourbon de um golo e sai da Sala da Guerra 
com o mesmo despacho com que entrou.
Tenta encontrar satisfação na frágil garantia de ter matado muitos
no País dos Nhurros.
Mas sabe, no fundo da sua majestática alma, que vai ter que inventar
- rapidamente - uma guerra nova.

O País dos Párias está mesmo a pedi-las.
O País dos Parvos não tem milícias.
O País dos Prognatas precisa de um soco no queixo.

Felizmente há muitos países por onde escolher e 
O Rei da Judeia saberá melhor 
sobre os que podem viver e os que devem morrer
(toda a gente e até César
tem afinal um patrão).

Mas para já, para já
há que dar bom curso ao trânsito intestinal.  

segunda-feira, janeiro 05, 2026

Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #178

Quem é o melhor ser humano da história da humanidade? Faz a pergunta ao Google. E o resultado é... 

O PROFETA MAOMÉ!!!!!




Bárbaros, a soldo de Telavive.

Primeiro o Irão, depois Cuba, depois a Gronelândia, e a seguir, quem sabe, Moscovo ou Pequim: tudo é possível, tudo é permitido, quando és César e Genghis Khan ao mesmo tempo e, ainda assim, um mero criadito dos sionistas.
  



Um inadvertido favor que fazias à malta, Donald.

Nesta altura do campeonato, estou quase a rezar para que a hubris de Donald Trump o leve a ocupar a Gronelândia. Porque nesta questão, até a imbecil primeira ministra dinamarquesa se enche de razão: seria o fim da NATO. E o fim da NATO vale bem o sacrifício de um território gelado e inóspito, que na verdade nem os dinamarqueses estimam.

E, ao contrário do que o infeliz líder polaco tenta sonhar, nem uma Europa unida (eis uma contradição em termos) poderia levar o pesporrente inquilino da Casa Branca a mudar de ideias, como é óbvio, caso se mostre realmente determinado em tomar o aquele bocado de gelo.

Dá-lhe com força, Donald, dá-lhe com força: faz qualquer coisa de jeito por ti abaixo e acaba com a NATO, pá.

Please, please, please. 




Sobre a barbárie da lei do mais forte.


 

O regime Trump formalizou na Venezuela uma nova ordem mundial, que se rege pela lei do mais forte.

Deixou de ser minimamente importante a legitimidade, a legalidade ou a moralidade subjacente a uma agressão militar. Os EUA intervêm militarmente onde e sempre que o desejarem porque podem fazê-lo, ponto final.

Para além de traduzir a morte da diplomacia e do direito internacional, esta nova filosofia estratégica norte-americana tem problemas sérios.

Primeiro, porque a premissa parte do princípio que os EUA são a nação mais forte, claro. Mas serão mesmo? 

 

Fragilidades e declínio moral.   

Mesmo pondo de parte a probabilidade grande de um conflito termo-nuclear que ninguém vai ganhar, num cenário extremo de conflito global entre o Ocidente e uma muito possível aliança oriental entre a Rússia e a China, de certeza que os Estados Unidos e os seus aliados teriam capacidade para levar de vencida estas duas potências?  

A Europa, como o episódio ucraniano bem demonstra, nem sequer se pode considerar uma potência militar. E o Pentágono não ultrapassou as suas fragilidades só porque tem um novo comandante-em-chefe e um líder civil que antes deste emprego era âncora na Fox News.

As forças norte-americanas do tempo presente foram desenhadas para intervenções em países que quando muito serão potências regionais, no médio-oriente e em África, contra exércitos tecnologicamente paleolíticos. E mesmo assim foi o desastre que tem sido. Imaginem o que aconteceria se o Pentágono tivesse que travar combate com uma potência rival, bem preparada tecnológica, logística e psicologicamente, com uma capacidade de recrutamento quase infindável, como é o caso chinês, ou com um índice de resiliência brutal, como é o caso russo.

Os problemas tradicionais e modernos da máquina de guerra americana não são passíveis de serem erradicados num ano. A mentalidade woke, o recrutamento DEI, a obesidade e a efeminização da soldadesca não desaparecem porque de repente alguém mudou políticas que presidiram à filosofia do Pentágono desde o primeiro mandato de Obama. E os antigos problemas que levaram a humilhações consecutivas na Coreia, no Vietname e na Somália, por exemplo, não foram também erradicados. O soldado americano, invariavelmente protegido por fortes argumentos industriais e tecnológicos, é frágil mentalmente e opera com um excessivo espírito de corpo, em detrimento de valores transcendentes, como a nação, a religião ou a cultura de um povo.

Enquanto o soldado britânico do século XIX, equivocado ou não, combatia para defender uma ideia de civilização, o soldado americano combate, como os marines gostam de afirmar, pelo camarada que está ao lado (que pode de repente cair morto) e por um conceito abstracto, e no seu própio país falido, de democracia liberal. 

Ora, acontece que este modelo de democracia liberal individualista que o Pentágono irradia é precisamente o motor da decadência do Ocidente. Na verdade, o espírito das tropas norte-americanas está montado sobre um sistema de valores que traduzem o seu próprio colapso moral e - logo - operacional.

Acresce que a arrogância e o comodismo dos generais, a ganância das elites, a tradicional incompetência na gestão dos processos imperiais e a recorrente divisão interna deixam invariavelmente a federação comprometida com variáveis que transcendem os objectivos militares. 

Os Estados Unidos da América são uma guerra civil à espera de acontecer. Se entretanto se enfiarem numa guerra com potências estrangeiras e pesadas baixas sem que os cidadãos encontrem uma justificação objectiva para que os seus filhos estejam a morrer do outro lado do mundo por razões que não entendem, é fácil adivinhar o que pode acontecer, rapidamente.

E aqueles que fazem uma leitura da operação em Caracas como um retumbante sucesso militar, deviam perguntar-se como é que foi possível às forças americanas entrarem e saírem da metrópole sem que um único tiro fosse disparado pelas autoridades nativas. É mais que óbvio que esta foi uma operação eminentemente desenhada pelos serviços de inteligência, com a colaboração até de protagonistas civis e militares do regime Maduro. Tudo indica aliás que a Casa Branca se limitou a exercer pressão sobre o regime, para depois capitalizar um golpe palaciano que estaria já na agenda de certas figuras do estabelecimento venezuelano, como a vice-presidente Delcy Rodriguez. 

Ademais, para os verdadeiros fazedores da guerra em Washington - os agentes do complexo militar-industrial americano - o objectivo de um conflito bélico não é a vitória, mas o dispêndio do Estado. O caso da guerra no Afeganistão é paradigmático: o Pentágono esteve vinte anos a combater um inimigo que acabou por deixar no poder, e para cúmulo, muito melhor armado do que o encontrou. Na perspectiva da indústria do armamento, no entanto, esta guerra não podia ter corrido melhor, já que foram consumidos ao erário público 2,3 triliões de dólares no processo, grande parte deles despendidos em compras de equipamento e tecnologia militar.

 

Pandora para todos.

A operação militar na Venezuela abriu a Caixa de Pandora para que os estados mais fortes exerçam violências várias sobre estados mais fracos. Se os americanos podem raptar o presidente de um país, e anunciar até que vão a partir de agora governá-lo, porque é que os chineses não podem fazer o mesmo em Taiwan, um país povoado por 95% de pessoas de etnia Han (a dominante na China), que fez parte do império chinês durante séculos?

E o mesmo se pode dizer dos russos em relação à Ucrânia, claro, pelo que a Casa branca, com este exercício de puro 'quero posso e mando' perdeu o já muito insignificante patamar moral que tinha, ou pensava que tinha, para criticar o Kremlin. 

Por outro lado, a não provocada e injustificada e ilegal intervenção americana em Caracas legitima completamente e por exemplo, o arsenal nuclear da Coreia do Norte: Ninguém vai raptar Kim Jong Un, por muito que a sua ditadura seja superlativamente horrível. O mesmo acontece com o Irão: os líderes persas sabem agora que o mesmo que aconteceu a Maduro lhes pode acontecer a eles, a não ser que... terminem o seu programa nuclear. Porque o risco de intervenção militar num país com bombas atómicas é excessivo e, logo, dissuasor de aventuras do género que o regime Trump accionou no fim de semana passado.

A verdade é que a lei do músculo vai levar toda a gente para o ginásio. 

 

Regresso à barbárie.

A estratégia global do regime Trump, mascarada pelo slogan "paz pela força", fundamenta-se na verdade apenas na "força pela força". E hoje foi a Venezuela, amanhã será Cuba, depois (ou antes), o Irão, e a seguir, quem sabe, a Gronelândia. 

Num jogo que não tem regras para além do exercício da violência, tudo é permitido. E Donald Trump, que ainda ontem passeou Maduro nas ruas de Nova Iorque numa carrinha com as portas abertas, seguindo o exemplo do que Júlio César fez com Vercingetorix, em Roma, está claramente embriagado de hubris.

E, como eu já tinha advertido ainda em Fevereiro de 2025, ninguém na verdade quer viver sob o jugo e o capricho de césares. Tanto mais que a Donald Trump falta até a sensatez, a sabedoria e o apego ao Direito dos melhores césares romanos. É, ao contrário e para todos os efeitos, um bárbaro ignorante. À frente da maior (já que não a melhor, graças a Deus) força militar da história da humanidade.

Vivemos agora num mundo onde a única lei é a da bala. E se agora a bala está a viajar na direcção de vilões, ou daqueles que fomos doutrinados a julgar como vilões, mais cedo do que tarde seremos nós os alvos.

Porque o poder, no século XXI, é absolutamente destituído de razão moral. 


Trump sinaliza apoio a novos ataques ao Irão se alegada “ameaça nuclear” persistir.

Confirmando a sua cega obediência à agenda sionista, o presidente norte-americano Donald J. Trump disse que está preparado para apoiar uma acção militar israelita contra o Irão, se Teerão continuar a desenvolver os seus alegados programas nucleares e de mísseis balísticos.


 


A Passagem de Ano no Novo Terceiro Mundo.

Ano após ano, repete-se e intensifica-se o cenário dantesco na Europa, e o réveillon terminou em tragédia em cidades como Bruxelas, Paris, Amesterdão, Roterdão e Berlim. 



Keir Starmer celebra a chegada ao Reino Unido de extremista islâmico que “odeia” brancos e promoveu ataques terroristas.

Num raro momento de sinceridade, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, celebrou pessoalmente a chegada de Alaa Abd el-Fattah, um radical islâmico com um arrepiante historial de discurso de ódio contra brancos, judeus, polícias e até o próprio povo britânico.


 

domingo, janeiro 04, 2026

Coisas que escapam à ciência.

As sociedades modernas partem do pressuposto de que a ciência já explicou as questões mais importantes sobre a realidade.

Que, com dados, computação e refinamento suficientes, as lacunas restantes acabarão por ser preenchidas.

Não é verdade e nesta palestra, Jiang Xueqin questiona o pressuposto.

Jiang defende que, embora a ciência moderna se destaque na descrição dos mecanismos, tem dificuldades em explicar a própria consciência — o facto de a experiência, o pensamento e a percepção existirem. A neurociência pode mapear a actividade cerebral e identificar correlações, mas não consegue explicar onde as memórias são armazenadas, como surgem as ideias ou porque é que o pensamento parece unificado em vez de mecânico. O método científico será eficaz na organização do conhecimento, mas não descreve como a verdadeira intuição, a imaginação, a personalidade ou a criatividade realmente ocorrem.

Em vez de rejeitar a ciência, Jiang vira-se para os seus limites. Recorrendo à filosofia e à física moderna, explora a possibilidade de a consciência não ser simplesmente produzida pelo cérebro e de os seres humanos não serem observadores passivos da realidade, mas participantes activos da mesma. O que parece ser um problema técnico dentro da neurociência pode apontar para um mal-entendido mais profundo sobre a natureza da mente, do conhecimento e da própria realidade.

Este vídeo explora porque é que a consciência permanece inexplicada, onde é que os modelos materiais falham e o que significa levar a sério a ideia de que alguns aspectos da realidade não podem ser reduzidos apenas a mecanismos. 

Münzenberg: o ativista que enriqueceu com a esquerda e inspirou Gramsci.

Poucos conhecem Wilhelm Münzenberg, o activista que, antecedendo Gramsci, inventou a propaganda e métodos de controle mental comunista que perduram, eficazmente, até os dias de hoje. Um ensaio de Walter Bincardine e Suzana Souza.


 

 

A Guerra da Ucrânia e o Declínio da Ordem Europeia: Narrativa, Poder e Falência Estratégica

A guerra da Ucrânia constitui um ponto de ruptura na ordem de segurança europeia e acelerou tendências de declínio económico, político e estratégico da União. O embaixador Francisco Henriques da Silva analisa as origens do conflito e as suas consequências estruturais.


 

sábado, janeiro 03, 2026

Se o Washington Post concorda,

é um dever moral discordar. 


LOL

Agora já todos ficámos a perceber

 que o arsenal nuclear dos norte-coreanos tem razão de ser: ninguém vai raptar o Kim Jong Un, pois não?

Vivemos num mundo

de tal forma surreal e perverso, que o Prémio Nobel da Paz de 2025, atribuído a María Corina Machado, serve aos EUA para legitimar a guerra que têm desenvolvido contra a Venezuela.

Se este fosse um episódio ficcional, seria de cordel. 

Depois de ter corrompido as elites militares venezuelanas, regime Trump rapta Maduro e desencadeia na Venezuela uma operação de mudança de regime.

Com a clara colaboração ou cumplicidade pelo menos do exército venezuelano, cujos oficiais de topo devem ter sido bem comprados, a Casa Branca montou uma bem sucedida - mas completamente ilegal - operação de mudança de regime, através de uma acção militar em Caracas, destinada a capturar Nicolás Maduro. 

Durante a operação as forças militares venezuelanas não reagiram, sugerindo essa cumplicidade. O regime Trump vai agora, presumivelmente, colocar Maduro no banco dos réus do corrupto sistema judicial norte-americano e deixar no poder alguém da sua confiança, como María Corina Machado, a Prémio Nobel da Paz de 2025, que nem por isso tem grande apoio popular no país do Caribe. Donald Trump confirmou a acção militar no Truth Social.   

    

Convém sublinhar que, historicamente, as acções de mudança de regime desencadeadas pelos EUA correm invariavelmente mal, deixando os países pior do que estavam e mergulhados no caos. O exemplo mais recente - a Síria - é a este título eloquente. A retórica da Casa Branca vai certamente convergir numa alegada promoção da liberdade, da democracia e dos direitos civis, mas todos sabemos que os objectivos desta operação têm a ver com as reservas petrolíferas do país e também a de humilhar russos e chineses, até porque, segundo parece, uma delegação oficial de Pequim encontrava-se em Caracas na altura do ataque.   

 
É expectável que esta iniciativa da Casa Branca deixe a comunidade internacional algo nervosa. Basta pensar na Dinamarca, cujo governo estará agora a equacionar a possibilidade de que a pirataria norte-americana acabe por tomar a Gronelândia à força. Em Cuba, o regime também se deve estar a preparar para uma eventualidade análoga. Os dois Alexandres comentam o episódio. 


Enxames de OVNIs nos céus do Wyoming descritos como “novo normal”.

Wyoming enfrenta um misterioso problema com OVNIs, descrito como "novo normal". Os avistamentos tornaram-se tão frequentes que os moradores deixaram até de notificar as autoridades locais.


Milagre económico do regime Trump: desemprego atinge o nível mais elevado em quatro anos.

A taxa de desemprego subiu para 4,6%, marcando o nível mais elevado desde Setembro de 2021. Entretanto, os números de Outubro revelaram uma perda de 105.000 empregos, sinalizando desafios contínuos no mercado de trabalho norte-americano.


Forças militares norte-americanas atacam a Venezuela, intensificando mais um conflito ilegal e injustificável.

O ‘Presidente da Paz’ decidiu bombardear (e invadir?) Caracas, esta madrugada, no que parece o início de uma operação militar que, para ser legal (no contexto da constituição americana), tinha que ter a aprovação do Congresso. Que não teve. E para parecer legítima, tinha que ter uma razão moral. Que não tem.

Na verdade, o a razão não interessa, porque primeiro era o tráfico de drogas, depois era o petróleo, agora é a "segurança nacional", a seguir vai ser a “democracia” e assim sucessivamente até encherem o cérebro das pessoas com falsos pretextos. Porque não há pretexto. Porque não é preciso um outro motivo para além do disseminar o caos e a morte, para além da necessidade de alimentar a máquina de guerra imperial.

Mesmo que o império seja agora apenas constituído pela e fundamentado na violência e completamente destituído de valores morais, visão política ou legitimidade estratégica. Agora vão matar venezuelanos porque sim, amanhã matam iranianos, e porque não?

Os EUA são, neste século, o primeiro inimigo de qualquer ideia de civilização.


Na altura que estas linhas são escritas não se percebe se se trata de uma invasão ou de uma operação militar de curta duração, com objectivos restritos e específicos.

Caso se confirme a intenção de uma invasão do território, pode até acontecer que os americanos encontrem maneira de meter os pés pelas mãos e acabarem por sair da Venezuela com o rabo entre as pernas, mais uma vez humilhados, mais uma vez demonstrando ao mundo que são péssimos soldados, ao contrário do que nos tentaram convencer através da propaganda hollywoodesca e como se comprovou historicamente na Coreia, no Vietname, na Somália, na Líbia, no Afeganistão e no Iraque.

Trump pode porém contar com as fragilidades do inimigo – um regime ditatorial que maltratou e empobreceu a população, mergulhado na corrupção e com questionáveis competências militares. Mas ainda assim, se os bombardeamentos começarem a matar civis a torto e a direito, a Venezuela pode transformar-se num rapidamente num pesadelo, até pelas suas características geográficas, que dificultam uma invasão convencional.

A ver vamos.

 
Seja como for, Donald Trump parece disposto a bater o recorde do belicismo norte-americano, o que, convenhamos, não é tarefa fácil. Desde que tomou posse e em menos de um ano, já bombardeou sete países, a saber: o Iémen, o Irão, o Iraque, a Somália, a Síria, a Nigéria e agora, a Venezuela. 

 Considerando que foi eleito para acabar com as “guerras eternas” e focar-se nos problemas políticos, económicos e sociais do seu país, o actual inquilino da Casa Branca está em clara rota de colisão com o seu eleitorado, num dos casos de traição ao mandato eleitoral mais flagrantes de toda a história das democracias ocidentais.

quinta-feira, janeiro 01, 2026

E se o ataque a Vladimir Putin tivesse sido bem sucedido?

Por um momento, vamos supor que a tentativa de assassinato de Vladimir Putin tinha sido bem sucedida. 

Muito bem. O que é que acontecia a seguir?

Subia ao poder no Kremlin a facção nacionalista radical (porque, sim, Putin é um moderado), personificada, digamos, pelo actual vice-presidente do conselho de segurança russo: Dmitry Medvedev. 

(Medvedev reagiu à tentativa falhada de assassinato de Putin desta forma:

Imaginem como reagiria se o ataque tivesse cumprido o seu propósito).

Acto contínuo, Kiev desaparecia do mapa. O país seria bombardeado impiedosamente e integralmente ocupado, no espaço de dois ou três meses, pelas forças russas.

Entretanto, em Moscovo descobriam que o ataque tinha envolvido o apoio de inteligência e navegação, digamos, do MI6. Porque os ucranianos não têm maneira de conduzir um enxame de drones durante centenas de quilómetros na direcção de um alvo específico e classificado sem esse suporte de potências ocidentais.

Muito bem. O que é que acontecia a seguir? 

Uma bela noite o nº 10 de Downing Street seria pulverizado por um míssil Oreshnik. 

Muito bem. O que é que acontecia a seguir?

A III Guerra Mundial é o que acontecia a seguir. 

E agora digam-me: quem pensou este ataque, não projectou este cenário?

É claro que sim. É claro que o assassinato de Vladimir Putin foi realizado com o apoio de forças ocidentais, ou pelo menos com o seu conhecimento. É claro que quem o autorizou sabia bem que a morte do presidente russo conduziria inevitavelmente à insustentabilidade das tensões entre a Rússia e o Ocidente. É claro que o objectivo desta missão foi precisamente esse: o de espoletar a guerra total.

Não há volta a dar: há nas mais altas esferas do poder político e militar no Ocidente quem esteja a fazer tudo que é possível para nos matar a todos num confronto termo-nuclear.

Só não vê quem não quer ver. 

E depois disto, é difícil desejar um feliz 2026 seja a quem for.