Parece que o mundo acordou hoje para a realidade, escandalosamente evidente há muitos anos, de que o Facebook é um instrumento satânico que faz do ódio entre os seus utilizadores a sua principal e lucrativa mercadoria.
E que é operado por seres humanos que objectivam a definição bíblica do mal absoluto, legitimando a pedofilia enquanto obliteram o livre discurso. Por exemplo.
Desculpem, mas a situação é de gargalhada.
Que novidade nos chega afinal do testemunho conveniente de Frances Haugen? O que é que não sabíamos antes desse ataque de falsa honestidade, espécie de soft porn para consumo de millenials fragilizados?
Toda a gente sabe o que o Facebook é: a estrela escura, a dita dura; Ómega e Beta na recta da meta do fim. O braço armado da Gestapo de Sillicon Valley.
A notícia está, se quisermos ser honestos, no meio. Não na mensagem.
Frances Haugen fez passar o seu pretenso arrivismo na CBS. Para que todo o aparelho dos main stream media não pudesse evitar a propagação da sua propaganda.
Frances Haugen vai testemunhar sob juramento no Senado, amanhã, pelo que foi talvez ajuizado avisar o seu ex-patrão, para que ele tivesse tempo de actualizar os servidores com nevoeiros de código que impossibilitem a navegação de qualquer escrutínio. Mesmo que para isso bata recordes de falha técnica de serviço.
Desculpem, mas isto é cómico.
Eu diria até que Frances Haugen está a cumprir, sobre ordens de Zuckerberg, uma espécie diabólica de operação de relações públicas.
E o bom do Matt Walsh está de acordo comigo:
terça-feira, outubro 05, 2021
E uma vontade de rir, nasce do fundo do ser.
segunda-feira, outubro 04, 2021
Tarde piaste.
Um excelente exemplo de que as pessoas se aperceberam tarde demais do avanço dos movimentos tirânicos no Ocidente é o do canadiano David Freiheit. Este senhor advogado tem um canal no Youtube, o Viva Frei, que na maior parte do seu ciclo de vida se assumiu como um canal não político e não ideológico, dedicado apenas à discussão dos casos mais mediáticos da esfera judicial no continente norte americano.
David Freiheit foi, durante 90% do seu percurso existencial, e mesmo que evitando sempre a política, um típico liberal, no sentido clássico do termo. Nos últimos dois ou três anos, porém, percebeu que o seu país já não era bem o paraíso humanista e libertário em que ele sempre pensou que vivia. Percebeu que não valia a pena ter um canal dedicado à mecânica judicial quando o Canadá já não era um estado de direito. Percebeu que, se calhar, até tinha que concorrer a um cargo público, como conservador, porque as coisas estavam a chegar a um limite para lá do qual é difícil acreditar que se vive numa república federal de princípios democráticos.
Nas últimas e recentes eleições legislativas, as primeiras a que o advogado se candidatou, o resultado foi desastroso (para ele e para o partido pelo qual se candidatou). E hoje, quando quis ir jogar bowling com a família, foi sujeito às normas nazis que vigoram neste infernal perímetro: mostras os papéis que provam que és vacinado ou não tens sequer direito a jogar bowling.
Confrontado com a sua miserável condição de cidadão subjugado, tem mostrado alguma indignação. Que é fútil. E que, na verdade decorre, mesmo que apenas na pequena parte que preenche o volume total da triste realidade canadiana, dos seus próprios, tardios e, por isso, irrelevantes actos.
David Freiheit é um tipo inteligente e bem intencionado e tudo o mais. Mas não se apercebeu a bom tempo, como milhões de pessoas inteligentes e bem intencionadas no Ocidente, que o Ocidente já foi. Ou melhor, apercebeu-se quando já não há nada a fazer. Quando as eleições são condicionadas pelo medo, da mesma forma que as admissões nos salões de bowling. Quando os poderes instituídos já solidificaram a ditadura, em todas as dimensões da vida pública, inclusivamente a securitária. Quando são até, muito ao gosto visionário de Mao Zedong, os cidadãos que contribuem decisiva e entusiasticamente para o processo totalitário em curso.
Pobre David Freiheit. Por muito que agora proteste, como no vídeo que ainda há pouco gravou e cuja publicação é até dolorosa para mim, o seu protesto já de nada vale. Acordou tarde demais. Acreditou nos fundamentos liberais do seu desgraçado país durante demasiado tempo. Foi ingénuo até à insustentabilidade. Permitiu que o Canadá fosse tomado por Trudeau e por agentes satânicos como Trudeau. Está completamente fodido.
E vai sofrer de insónias, hoje.
domingo, outubro 03, 2021
Mentir (com os dentes todos) em Ciência. A Fusão Nuclear como caso de estudo.
Uma das mais flagrantes petas da Ciência contemporânea é perpetrada a propósito da Fusão Nuclear. E, mais uma vez, a descarada mentira não tem origem na imprensa (apesar da sua conivência entusiasta e ignorante). São mesmo os cientistas que estão a mentir. Há décadas que mentem. Até porque se não mentissem, as suas carreiras estariam arruinadas.
Para abordar convenientemente este tema, há no entanto que começar por esclarecer a diferença entre Fusão Nuclear e Fissão Nuclear, que cria alguma confusão entre os públicos leigos.
Fissão Nuclear é o processo de geração de energia a partir
da divisão de um átomo pesado em dois átomos mais leves (geralmente utilizando urânio). Esta tecnologia é, desde a segunda metade do século XX, completamente dominada pela indústria humana, que a adaptou para uso militar e civil (bombas atómicas, centrais nucleares, sistemas propulsores para foguetões, sistemas de geração de energia para submarinos e porta-aviões, etc., etc.). A fissão do núcleo do átomo liberta um milhão de vezes mais energia que qualquer reacção química, apresenta como subproduto uma quantidade significativa de partículas radioactivas e não ocorre na natureza (ou ocorrerá muito raramente). É um artifício da inventiva humana que decorre dos cálculos matemáticos de gente tão ilustre como Albert Einstein e Max Planck.
Fusão Nuclear é o processo praticamente inverso ao da fissão e consiste na geração de energia a partir da consolidação de dois átomos leves num átomo mais pesado (geralmente utilizando hidrogénio). Esta é uma tecnologia em fase experimental. A fusão nuclear liberta três a quatro vezes mais energia que a fissão nuclear, não produz partículas radioactivas e ocorre na natureza (é o mecanismo básico de criação de energia nas estrelas).
E é aqui que tudo se complica. Os projectos experimentais dedicados à Fusão Nuclear apresentam historicamente resultados negativos, consumindo mais energia do que aquela que é produzida. E as excepções a esta regra, mais recentes, apresentam resultados positivos que são operacionalmente negligenciáveis.
Acontece porém que as notícias que saem a público sobre este assunto, tanto como as propostas de financiamento apresentadas a investidores públicos e privados, prometem resultados delirantes, que não concordam com a realidade presente nem com as expectativas futuras. E isto é feito com recurso à mais básica manipulação dos dados que se possa imaginar e, por isso, muito fácil de desconstruir.
Imaginemos um dado projecto experimental de Fusão Nuclear. Este projecto, para conseguir fundir dois átomos num só, implica um dispêndio total de energia X (em que X é igual a 100MW). Mas deste total despendido só uma fracção de X, que dominamos para este caso como Y (em que Y é equivalente a 80MW), chega ao plasma onde a fusão é gerada. Vamos também admitir que em resultado da fusão, obtemos um valor energético de Z, (em que Z corresponde a 81MW).
Ora, o que os cientistas que lideram este hipotético projecto vão anunciar à imprensa e aos investidores não é o diferencial entre X e Z, que será negativo em 19MW. O que vão publicar e divulgar é o diferencial entre Y e Z, que será positivo em 1MW.
Ou seja, o projecto gastou de facto 100MW para criar 81MW. Mas é vendido como tendo gasto 80MW para criar 81MW.
O que é inacreditável aqui é que esta batota flagrante, que qualquer criança consegue desvendar através de um cálculo aritmético de segunda classe, funciona lindamente, e há várias décadas. Apesar dos resultados entre X e Z continuarem a ser desoladores, os avultados recursos financeiros continuam a fluir, a boa imprensa persiste e as carreiras académicas mantêm-se a bom nível de fama e proveito.
Mais grave ainda: enquanto este lamentável e equivocado status quo permanecer, não se resolvem as questões fundamentais do processo, a saber:
1 - Como limitar, reduzir ou anular o desperdício de energia que encontramos entre X e Y;
2 - Como optimizar o diferencial ente X e Z;
3 - Como definir o grau de eficiência de todo o processo, estabelecendo ou recusando a sua viabilidade técnica;
4 - Como adaptar o processo à utilização industrial.
A sempre corajosa e desassombrada Sabine Hossenfelder articula o assunto com a competência que eu não tenho, arriscando muito da sua carreira pelo simples facto de falar verdade.
E é como sempre digo: se a Ciência chega a este obsceno e manhoso ponto de falsidade, como é que querem as "autoridades" que a malta obedeça aos mandatos científicos?
Só com muita fé. Porque pela razão (e pela moral, já agora), não chegam lá.
sábado, outubro 02, 2021
Hip hop redentor.
Tenho esta opinião firme que a música pátria do século XXI só tem uma virtude: o hip hop. Prova provada, é isto aqui:
Lytee . No Heroes
Não que aprecie a estética gangsta. Não que me identifique particularmente com o conteúdo lírico. Mas isto bomba e balança e inventa como não encontras facilmente paralelo no actual panorama da música popular portuguesa. É um facto.
Parabéns, Tomás. Dá-lhe com força, man.
Quote of the year:
"Instead of questioning whether you should be ashamed of your ancestors, consider whether your ancestors would be ashamed of you."
Anonymous on Youtube
sexta-feira, outubro 01, 2021
Wikipedia Co-Founder Says Online Encyclopedia is Now Largely Just “Leftist Propaganda”
Sanger co-founded Wikipedia with with Jimmy Wales in 2001.
During an interview with the Epoch Times, Sanger noted that the online encyclopedia began with noble intentions but is now just another tool to demonize people who challenge the consensus.
“Wikipedia made a real effort at neutrality for, I would say, its first five years or so,” said Sanger, adding, “And then … it began a long, slow slide into what I would call leftist propaganda.”
Wikipedia is run by around 125,000 volunteer editors, the vast majority of whom are leftists, with a further 1,000 administrators who enjoy special privileges to block others who go against the grain.
Sanger explained how Wikipedia now serves not just to skew information, but to viciously demonize anyone on the right or anyone deemed to be a “contrarian.”
(...) Summit News
Museum pays artist $84K — he delivers 2 blank canvases titled ‘Take the Money and Run’
The blank robbery occurred after the Kunsten Museum of Modern Art in Aalborg asked Danish artist Jens Haaning to re-create two of his prior works: 2010’s “An Average Danish Annual Income” and “An Average Austrian Annual Income,” first exhibited in 2007. Those politically charged pieces used actual banknotes to showcase the average incomes of citizens of Denmark and Austria, respectively.The reboots were slated to appear in “Work it Out,” a current exhibition on the role of artists in the labor market, according to ArtNet. Along with an undisclosed compensation for the project, the institution lent Haaning $84,000 — plus offered an additional 6,000 euros (about $7,000), if needed — to be displayed in the opus itself.
Per the contract, that amount would have to be returned to the museum at the end of the exhibition on Jan. 16, 2022.But the curators first suspected something was amiss upon receiving an email from Haaning that said he had changed the artwork’s name to “Take the Money and Run.” Indeed, when museum staffers opened up the box containing Haaning’s contributions, they discovered two blank canvases — while the cash had disappeared entirely.
“The money had not been put into the work,” museum director Lasse Andersson told CBS News.
Haaning said he had a good reason for literally drawing a blank.
“The work is that I have taken their money,” the nada-Vinci told Danish radio program “P1 Morgen” last week of the irreverent performance piece and mega-minimalist work. “It’s not theft. It is a breach of contract, and breach of contract is part of the work.”
(...) New York Post
Chegados ao Século XXI, ainda sabemos muito pouco sobre a natureza da matéria.
‘Enquanto a mãe Ignorância viver, não é seguro que a sua filha Ciência especule sobre as causas ocultas da realidade.‘
Johannes Kepler
Munique, 2016, Ludwig-Maximilians-Universität: um notável conjunto de físicos debate, com um outro notável corpo de filósofos convidados, sobre um assunto espantoso: dados os evidentes limites colocados à progressão do conhecimento humano, continuará a teoria científica a necessitar de demonstração empírica? (1) A esta pergunta de natureza eminentemente religiosa, alguns filósofos responderam pressurosa e surpreendentemente que não. Que o bom e velho Método é completamente inútil à ciência contemporânea.
De facto, torna-se cada vez mais complicado justificar através do cânone científico teorias como a das Cordas, que implica a existência de 10 a 24 dimensões - e a da sua correspondente directa - A Teoria do Multiverso - que propõe a existência de uma plataforma primordial, não consumidora de energia, geradora de universos aleatórios sem dificuldade nenhuma e em quantidade infindável. Sábios mediáticos como Jim Holt (2), Lawrence Krauss (3) ou Neil deGrasse Tyson (4) defendem, com a maior cara de pau que lhes é possível fazer, que este nosso universo é apenas mais um entre um conjunto infinito de universos com propriedades diferentes e leis distintas. Num sistema assim, qualquer cenário que queiras imaginar, criativo leitor, não é só possível: é provável. As coisas existem porque podem existir e é tudo. A realidade é um fenómeno aleatório, probabilístico, banal e indecifrável, e ao Spaiens resta a resignação. Ora, isto é de tal forma disparatado, é de tal forma indemonstrável com as ferramentas técnicas e sensoriais que temos ao nosso dispor, que não contribui em nada para o entendimento do cosmos (5). E muito menos para o consolo do Homem.
Teorias como a de Holt e a de Krauss e desesperos de causa como o da conferência de Munique, proliferam hoje em dia e por claras razões: uma teoria unificadora das realidades celestes e quânticas mostra-se cada vez mais difícil de conseguir, seja por causa de todos os conceitos incompatíveis que tem necessariamente de compatibilizar, seja porque essa chave para o mistério não está simplesmente ao alcance ontológico do Sapiens Um Ponto Zero (6).
Seria talvez preferível começar pelo princípio. Seria talvez preferível determinar algo de definitivo acerca da natureza da matéria, dado o embaraçoso facto de desconhecermos tudo (menos o peso) sobre a Matéria Negra e a Energia Negra, elementos que constituem apenas 95% do tecido cósmico. E dos 5% de matéria que sobra, e que conhecemos mais ou menos bem, acontece que um terço não tem paradeiro (7). Não sabemos onde se pode encontrar, num dado momento. Isto ao ao nível macro-cósmico, claro porque ao nível sub-atómico a cegueira é maior. A grande característica da Física contemporânea é por- tanto a ignorância sobre a natureza, a mecânica e a localização da matéria, domínios que perfazem precisamente o seu principal objecto de estudo.
Para além de não percebermos grande coisa sobre a matéria no seu estado presente, parece que afinal somos ignorantes também sobre a sua origem. A clássica e nem por isso imaginativa Teoria do Big Bang tem problemas conceptuais e metodológicos graves (8), o primeiro dos quais diz respeito à própria detecção da radiação de micro-ondas, que é só a mais importante demonstração da sua validade (9).
No Século XX, os astrofísicos adoravam esta tirada: ‘Um físico precisa de um filósofo como um pássaro precisa de um ornitólogo’. No Século XXI já não são assim tão arrogantes. A não ser quando nos tentam convencer de um cosmos insignificante, sem glória, nem virtude, nem Deus.
______________
(1) A Fight for the Soul of Science . Natalie Wolchover . Quanta Magazine . 2015
(2) Why Does the World Exist? An Existential Detective Story . Jim Holt . W. W. Norton & Company . 2012
(3)A Universe from Nothing . Lawrence Krauss . Free Press . 2012
(4) Cosmos - A Spacetime Odyssey . Neil deGrysse Tyson . Fox . 2014
(5) In a Multiverse, What Are the Odds? . Natalie Wolchover . Peter Bryne . Quanta Magazine . 2014
(6) The End of Science: Facing the Limits of Knowledge in the Twilight of the Scientific Age . John Horgan
Broadway Books . 1997
(7) Where is the universe hiding its missing mass? . Chandra X-ray Center . Phys.Org . 2019
(8) Did the big bang really happen? . Marcus Chown . New Scientist . 2005
(9) The Herouni Antenna - The Death of the Big Bang . Pierre-Marie Robitaille . Youtube Sky Scholar . 2019
Tirania Continental da Austrália #06
O bom do Tucker Carlson acordou agora para a distopia dos cangurus. E percebeu logo que o que está a acontecer na Austrália, é capaz de acontecer rapidamente no resto do mundo anglo-saxão. Mas, considerando o estado de sítio vigente na Nova Zelândia, no Canadá, na Irlanda e na Escócia, até essa preocupação parece um bocadinho tardia.
É esse o problema histórico das ditaduras: quando percebemos a ameaça, já fomos com os porcos.
quinta-feira, setembro 30, 2021
quarta-feira, setembro 29, 2021
Tirania Continental da Austrália #05
Como sempre afirmei aqui no blog, as pessoas que entregaram de boa vontade as suas liberdades e os seus direitos ao estado na perspectiva de que, resolvida a pandemia, essas garantias de cidadania lhes seriam devolvidas, ou são estúpidas ou são ignorantes ou, caso mais frequente, as duas coisas ao mesmo tempo.
Não digo ingénuas, porque ingenuidade não é um termo com que se possa qualificar o gado.
A prova provada do que afirmo está hoje flagrantemente escarrapachada por todo o lado, mas é especialmente manifesta na Austrália, onde os responsáveis políticos pela tirania entretanto e rapidamente montada sobre os cidadãos deste desgraçado subcontinente já nem sequer escondem os seus planos: não pensem, bois, que vamos voltar ao normal. Obedeçam, bois, à nova ordem. Caso contrário, bois, serão devidamente conduzidos ao curral da vossa insignificância.
Quase me apetece dizer aos bois: é muito bem feito.
A tropa como elogio do desperdício.
A propósito desta conspiração de estúpidos aqui, tenho que vos perguntar, aleatórios ou periódicos visitantes do Blogville: as forças armadas desta miserável república servem para quê, exactamente? Qual a utilidade, práctica ou teórica, dos mil e oitocentos milhões de euros que pagamos anualmente para que soldados (poucos) cocem os tomates, oficiais (muitos) façam uma carreira rentável e confortável sem que alguma vez tenham disparado um tiro ou prestado qualquer tipo de serviço público relevante, e um imenso e paralítico conjunto de burocratas seja onerosamente cooptado para que se possa dizer que existe um controlo civil da tropa?
As forças armadas contribuem para a segurança de pessoas e bens? Claro que não. Como observamos sempre que Portugal começa a arder, a mobilização militar é nula ou incipiente. Como registámos durante a pandemia, a capacidade de disponibilizar apoio hospitalar ou médico às populações civis é inexistente.
As forças armadas contribuem para a integridade do perímetro fronteiriço do país? Claro que não. Portugal sempre foi, é e será um paraíso para o trânsito de todo o tipo de tráficos.
Com excepção de alguns regimentos de forças especiais, como aqueles actualmente destacados para a República Sul Africana, e cujos efectivos se contam pelas centenas, as forças armadas desta república são o espelho desta república: despesistas, inoperantes e lideradas, tanto no segmento militar como no segmento civil, por declarados imbecis.
A verdade do que digo confirma-se pela excepção: se há um militar que de repente mostra algum índice de competência, como aconteceu com o vice-almirante Gouveia e Melo, o país fica de queixo caído. Será possível que exista um oficial capaz na Marinha? Espantoso. Vamos já promovê-lo a Chefe do Estado Maior, admitindo sem hesitações que o anterior líder não estava lá por mérito, mas por fatalismo carreirista.
É óbvio que, como membro da NATO (organização que caiu entretanto na mais total irrelevância), Portugal tem a obrigação de subsidiar uma qualquer força militar, que seja minimamente pertinente. Mas esta força militar que subsidiamos tem a pertinência de um boi manso na arena de uma tourada.
A tropa portuguesa, como está instalada, é um desperdício de dinheiro e de tempo e de fardas. E um abuso da paciência de quem paga por este faz de conta degradante e inútil.
Não seria de esperar outra coisa.
terça-feira, setembro 28, 2021
A ciência já foi um clube eclesiástico. Agora é um culto ateísta. Num caso como noutro, é preciso ter fé.
"Este lindíssimo sistema do sol, dos planetas e dos cometas só pode proceder do conselho e do domínio de um ser poderoso e inteligente"
Isaac Newton . Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, vol. 2 (Londres: 1729)
Ao contrário do que podes pensar, gentil leitor, a Ciência nem sempre se apresentou divorciada da Religião. Na sua génese, desenvolvimento conceptual e maioritário corpo epistemológico, o espírito científico está umbilicalmente ligado às igrejas cristãs. Foram ferozes católicos e convictos protestantes que inventaram a Coisa e que fizeram dela a glória que pensamos que é.
Copérnico, Espinoza, Giordano Bruno, Bartolomeu de Gusmão, Ockham, Bacon, Mendel e Lemaître eram clérigos católicos.
Kepler estudou para ministrar a lei protestante; Newton, Leibniz e Pascal notabilizaram-se como teólogos; Descartes dedicou-se febrilmente à constituição de um argumentário racional em favor da necessidade de um criador plenipotenciário e seria muito difícil convencer esta gente que o cosmos é afinal orfão da inteligência divina e criadora. Os seus gloriosos trabalhos académicos destinavam-se a entender as leis universais que Deus tinha estabelecido sobre a realidade. E é isto.
Na verdade, até ao primeiro terço do século XX, a fé e a razão sempre se deram lindamente. James Watt, o pai da Revolução Industrial, era um presbeteriano indefectível; Morse, o inventor do telégrafo, um calvinista dos sete costados; Maxwell, que descobriu os princípios da electro-magnética, era acólito da igreja evangélica; Nikola Tesla nunca abandonou o credo ortodoxo e Max Planck, para todos os efeitos o fundador da Física Quântica, massacrava toda a gente com um luteranismo evangelizador e fundamentalista. Pouco antes da sua morte, em 1970, Kurt Gödel, talvez o mais genial matemático do seu século, dedicou-se, na senda de Santo Anselmo, à elaboração de uma prova ontológica da existência de Deus, aproveitando o ba-lanço filosófico das conclusões a que chegara sobre a incompletude dos sistemas aritméticos.
Ainda assim, as disciplinas exactas foram sendo convertidas ao materialismo espúrio, primeiro e depois, ao credo ateu: inicialmente, talvez, com a irreverência filosófica de Voltaire, depois com a teoria da selecção natural de Darwin e, em definitivo, com o triunfo escolástico, dogmático e mediático dos físicos germânicos como Bohr, Heisenberg e Einstein, dos matemáticos marxistas da laia de Bertrand Russel e de niilistas como Carl Sagan e Stephen Hawking.
Há aqui, porém, um paralelo curioso: a força laicizante destes personagens surge precisamente quando a História da Ciência entra num labirinto de incertezas. Todos estes ateus na verdade só têm a convicção lúcida de que Deus não existe e de que o universo não tem um especial significado. Do resto, não sabem tanto como isso e assim sendo, este ateísmo militante mostra-se, a cada dia que passa mais e mais, um acto de fé.
Este testemunho de John Lennox, o decano professor de Matemática de Oxford, começa por colocar em causa toda a ética e toda a lógica ateístas das academias ocidentais. Mas termina precisamente no assunto específico deste post. Sem o Cristianismo, a Ciência, como (mal) a entendemos hoje, não existiria. Ponto final, parágrafo.
segunda-feira, setembro 27, 2021
Nada vai mudar. Mas ainda assim...
Não votei no Moedas, pelo que me não me sinto particularmente vitorioso (nem nunca me vou sentir particularmente vitorioso, nesta República de imbecis). Acho até que este rapazinho vai servir aos lisboetas o igual menu politicamente correcto e filosoficamente desastrado e ideologicamente infeliz e operacionalmente incapaz do anterior atrasado mental.
Seja como for, estou um bocadinho contente, devo dizer, um bocadinho surpreendido, devo confessar, pelo facto da população da capital ter cometido a boa heresia de correr com o Medina da Praça do Município, onde parecia tão confortavelmente instalado.
E não me digam que não devemos encontrar alegria na infelicidade dos outros. Eu encontro-a, se bem que em modesta quantidade, na surpresa desolada do candidato derrotado do Partido Socialista.
Não valerá a pena, porém, expectar que o novo Presidente da Câmara perceba porque raio é que ganhou estas eleições e que desfaça rapidamente os equívocos do seu antecessor. Desconfio bem que isso não vai acontecer. Os intérpretes deste regime são todos muito parecidos. São todos castrados de coragem e inteligência. Concordam, na verdade e no que lhes parece essencial, uns com os outros e alimentam-se vampiristicamente desse uníssono.
Vou continuar a ter ciclovias onde devia ter faixas rodoviárias. Vou continuar a ser espoliado pela EMEL. Vou continuar a pagar impostos monumentais, para sustentar um município obeso e despesista. Vou continuar a assistir às "políticas inclusivas", que implicam o patrocínio de mesquitas, o subsídio de criminosos, o paternalismo clientelista sobre as massas. A cumplicidade corrupta e displicente com as elites.
Ainda por cima, este resultado eleitoral vai colar o Rui Rio à cadeira que miseravelmente ocupa na Rua de São Caetano à Lapa por mais uns tempos, pelo que não há grandes motivos para celebrar seja o que for.
Mais do mesmo. Mais do mesmo. Mais do mesmo.
UK Public Health Data: 80% of Covid-19 Deaths in August Were Vaccinated People
The report provides an array on data on testing, quarantining, vaccinations, cases, hospitalisations, and deaths but it doesn’t get very interesting until you read Table 15 which covers the number of Covid-19 positive cases by week and vaccination status.
Interesting because it shows that the majority of confirmed cases are now among the vaccinated population. In the most recent week from 28th August to 3rd September 2021 the report shows that there were 20,744 confirmed cases among the unvaccinated population, who are more likely to be tested for the simple reason they have not been vaccinated.
But it also shows that there were 5,508 confirmed cases among the partly vaccinated population, and 16,810 cases among the fully vaccinated population – two populations who are least likely to be tested due to be being vaccinated.
This means that between 28th August and 3rd September there were 22,318 cases among the vaccinated population – almost 2,000 more than the unvaccinated population.
(...) Humans Are Free
A Ciência como motor do erro.
A maioria dos papers de pesquisa científica que são publicados apresentam falsos resultados. É mentira? Não. Num famoso ensaio que até já data de 2005, John P. A. Ioannidis demonstrou estatisticamente que a afirmação é verdadeira.
Sendo que a margem de erro aceite pela comunidade científica ronda os 20%, a verdade é que a percentagem de negativos e falsos positivos ultrapassa largamente esse limite e pode até atingir valores inversos (80% de papers que apresentam conclusões erradas, 20% que apresentam conclusões certas), dadas as condições entrópicas ideais, como a presença de preconceitos, a multiplicação de variáveis em análise, um número acima da média de teses erradas antes da publicação, etc.
É arrepiante perceber que, apesar dos métodos de controlo como o peer review ou os algoritmos monitores implementados electronicamente, o erro se dissemina desta forma massiva no corpo documental das disciplinas exactas, impactando directamente a sua virtude epistemológica.
Considerando que a operacionalidade e evolução da Ciência depende do acerto das suas publicações, principalmente no que diz respeito à pesquisa e à aquisição de data, estes números são assustadores. Tanto mais que têm um resultado também contraproducente junto dos públicos leigos. Se as fontes estão erradas, como é que o jornalismo e o ensaio de divulgação científica podem transportar para os leitores uma ideia correcta dos temas específicos que abordam, e da Ciência em geral?
Um assunto de monumental importância, articulado com profundidade, e algum optimismo (para pessimista já basto eu), pelo impecável Derek Muller.
Italy Orders Companies Not to Pay Unvaccinated Workers
The Italian government has passed a decree applying to both the private and public sector ordering companies to withhold pay from workers who refuse to take the COVID-19 vaccine.
The decree mandates that all employees get the vaccine ‘green pass’, which led to questions about what would happen to the millions of Italians who remain unvaccinated.
The government is attempting to avoid potential legal action by directing companies not to fire the unvaccinated, but simply to not pay them while telling employees not to show up to work under threat of being fined if they do so.
“Instead, they should be considered to be on an unjustified absence and have their wages or salaries withheld,” writes Ken Macon.
“Those found to be working without a vaccine passport could be punished with fines of up to €1,500. Additionally, the government said it would not cater for the test costs for those who would prefer not to take the vaccine.”
Even those who have had the virus, recovered and developed anti-bodies will still have to get at least one dose of the vaccine, presumably just as a performative show of compliance.
(...) Summit News
Tirania Continental da Austrália #04
Em Melbourne, os trabalhadores da construção civil, em protesto pela decisão do seu sindicato de tornar as vacinas obrigatórias, vieram para a rua protestar, num movimento análogo aos coletes amarelos franceses. A polícia, em nome da saúde pública, respondeu com a incrível brutalidade que é ilustrada aqui, e aqui:
No entretanto, o Facebook decidiu calar os manifestantes, impossibilitando-lhes o live stream.
O que se está a passar na Austrália é algo que seria dificilmente imaginável à coisa de um ano atrás. Uma democracia próspera, funcional, fluorescente, cai do dia para a noite num regime despótico de alta intensidade tirânica. Com uso e abuso de legislação opressiva, manipulação mediática e violência policial que envergonhariam qualquer ditador sul americano dos anos 60.
A polícia está inclusivamente, neste momento, a visitar os domicílios de cidadãos que, nas redes sociais, manifestaram apoio aos protestos ou interesse em participar neles, no futuro. Portanto: assumindo o controlo do pensamento e a intimidação da população através das forças de segurança do estado.
Porque a polícia australiana já não serve para proteger os cidadãos. Serve como músculo do Estado contra os cidadãos. Reparem no medo, na revolta, na impotência estampada nos testemunhos desta gente oprimida:
Fucking Hell.
quinta-feira, setembro 23, 2021
A altivez de fidalga asiática,
o nome cristão, da fé que recusaste.
A tua razão matemática
nos Arraiolos que desenhaste.
A elegância ágil, de ginasta,
o carinho atento e discreto;
a tua filosofia iconoclasta
sem necessidade de alfabeto.
A maneira de seres portuguesa,
a tua esquerda conservadora.
A negativa certeza
que usavas como tesoura.
A cozinha de três continentes,
a tua educação esmerada;
o silêncio entrementes
com que presidias à consoada.
Perdi o que em ti temi e respeitei:
a companhia de uma senhora.
A vida só obedece a uma lei
que rouba tudo, que tudo penhora.
quarta-feira, setembro 22, 2021
A verdade é negacionista #02
Se alguém tinha dúvidas sobre a credibilidade da enfermeira que protagoniza o vídeo do anterior post com o mesmo título, o dr. Chip Abrahamsen, médico dos serviços de saúde federais americanos, aqui entrevistado pela impecável Alison Morrow, atesta da solidez desse testemunho e da qualificação técnica da profissional em causa. E, entre outros apontamentos extremamente interessantes, lembra que as vacinas têm três estágios de teste antes de serem colocadas no mercado. No caso das vacinas Covid-19, a terceira fase de testes acabou por ser transportada para a população em geral, dada a urgência (real ou inventada) decorrente do contexto pandémico. Portanto: podemos e devemos discutir as suas incidências, os seus níveis de eficácia e os seus efeitos secundários. Tem sido esse, sempre, o protocolo científico. Porque raio é que agora seria diferente?
Rules for thee, but not for me.
Wuhan Lab Requested Funding From DARPA To Make Chimeric Viruses, Genetically Alter Coronaviruses To Make Them More Infectious To Humans
A bombshell report has concluded that scientists at the Wuhan Institute of Virology and their affiliated partners attempted to secure $14 million in funding from the Pentagon’s scientific arm DARPA to genetically alter viruses, including bat coronaviruses, and make them more infectious to humans, just eighteen months prior to the subsequent outbreak and pandemic.
The London Telegraph reports the findings revealed by Drastic, a web-based investigations team set up by scientists from across the world to look into the origins of Covid-19.
The documents they obtained, confirmed as genuine by former US government officials, show that DARPA turned down the request, saying the plans for yet more gain of function research were TOO DANGEROUS to the human population.
The Telegraph notes that the documents reveal the Wuhan scientists “submitted plans to release skin-penetrating nanoparticles containing ‘novel chimeric spike proteins’ of bat coronaviruses into cave bats in Yunnan, China.”
The documents also show that the plan involved genetically altering the bat coronaviruses to add “human-specific cleavage sites,” essentially making it easier for the virus to get into human cells.
This is EXACTLY what was discovered when Covid-19 was first genetically sequenced, prompting many scientists to suggest the virus had been genetically manipulated in a lab.
(...) Summit / The Telegraph
terça-feira, setembro 21, 2021
A verdade é negacionista.
Os efeitos adversos das vacinas Covid-19 são consistentemente ignorados na imprensa. Mas os números são públicos e acessíveis pela net. Este artigo do Undercurrents, com fontes oficiais e credíveis, apresenta alguns esclarecedores dados estatísticos, entre as quais destaco:
USA
- Each year, more than 165 million Americans get the flu shot. There were 85 reported deaths following influenza vaccination in 2017; 119 deaths in 2018; and 203 deaths in 2019;
- Between mid-December 2020 and April 23, 2021, at which point between 95 million and 100 million Americans had received their COVID-19 shots, there were 3,544 reported deaths following COVID vaccination, or about 30 per day;
- In just four months, the COVID-19 vaccines have killed more people than all available vaccines combined from mid-1997 until the end of 2013 — a period of 15.5 years;
- As of April 23, 2021, VAERS had also received 12,618 reports of serious adverse events. In total, 118,902 adverse event reports had been filed;
EUROPE
- In the European Union, we find more of the same. Its EudraVigilance system, to which suspected drug reactions are reported, had as of April 17, 2021, received 330,218 injury reports after vaccination with one of the four available COVID vaccines (Moderna, Pfizer, AstraZeneca and Johnson & Johnson), including 7,766 deaths.
- Of these, Pfizer’s mRNA injection accounted for the largest number of deaths at 4,293, followed by Moderna with 2,094 deaths, AstraZeneca with 1,360 deaths and Johnson & Johnson with 19 deaths. The most commonly reported injuries were cardiac-related problems and blood/lymphatic disorders.
ISRAEL
- According to Central Bureau of Statistics data during January-February 2021, at the peak of the Israeli mass vaccination campaign, there was a 22% increase in overall mortality in Israel compared with the previous year.
- In fact, January-February 2021 have been the deadliest months in the last decade, with the highest overall mortality rates compared to corresponding months in the last 10 years.
- Amongst the 20-29 age group the increase in overall mortality has been most dramatic. In this age group, we detect an increase of 32% in overall mortality in comparison with previous year.
- Statistical analysis of information from the Central Bureau of Statistics, combined with information from the Ministry of Health, leads to the conclusion that the mortality rate amongst the vaccinated is estimated at about 1: 5000 (1: 13000 at ages 20-49, 1: 6000 at ages 50-69, 1: 1600 at ages 70+).
- According to this estimate, it is possible to estimate the number of deaths in Israel in proximity of the vaccine, as of today, at about 1000-1100 people.
Estes números levantam a pertinência de uma questão muito séria: para um ser humano saudável de 30 anos, o que é que é mais perigoso, a vacina ou a doença? É uma pergunta, apenas. Mas pode e deve ser feita.
E mais que a aridez dos números, falam com eloquência as testemunhas. Como sempre, o Project Veritas ajuda a dar-lhes voz. Neste caso, uma enfermeira do sistema de saúde federal americano coloca a carreira em risco (altíssimo risco, na verdade), para contrariar o uníssono oficial.
No momento em que terminava a edição deste post, o Facebook e o Instagram baniram o vídeo por alegadamente partilhar "falsa informação" sobre o Covid-19 e os processos de vacinação, entre outras acusações orwelianas do género. Portanto: uma enfermeira e uma médica testemunham sobre o impacto, nos hospitais americanos, dos efeitos secundários das vacinas e sobre a forma como os números reais de vítimas da vacinação são encobertos pelo sistema. E isso, para Mark Zuckerberg, é "falsa informação".
A verdade é negacionista e o mundo está virado ao contrário.
Conservative French Presidential Candidate Warns of “Civil War”
Bertrand is president of the Hauts-de-France Regional Council and is currently polling in third behind President Emmanuel Macron and Marine Le Pen ahead of the national election, which will take place in April next year.
“There is today a real risk of civil war,” Bertrand told the Grand Jury program, adding, “The president of the Republic must do everything to avoid it, and this requires above all the end of crimes not being punished. Any sanction must result in a sentence at the end.”
More specifically, Bertrand was referring to violent crime problems plaguing the outskirts of major cities, where immigrants have settled in radicalized ghettos and refused to integrate.
In response to the killing of criminals who become involved in violent confrontations with police, urban riots have become a routine occurrence in cities like Paris and Lyon.
“You have gangs, gangs fighting with Kalashnikovs; wouldn’t that be a civil war?” asked Bertrand.
The situation has become so unstable that some commentators, including Bertrand’s presidential rival Eric Zemmour, have called for such areas to be “re-conquered by force.”
(...) Summit
The army vs the republic.
"The army is essential for political control. Government dictates have no meaning without the force to back them up. Guns are to laws what gold is to paper currency. It gives it value and strength.
In a democratic system, the military serves and protects the entire population, no matter what they voted for. In a totalitarian system, by contrast, the army is the enforcement apparatus of a specific political party. That's the difference between the two systems."
Tucker Carlson . Tucker Carlson Tonight . 20/09/21
Um buraco negro nos fundamentos da Matemática.
Os esforços conducentes à lavagem cerebral das massas, no que diz respeito à ciência, ocultam sempre, claro, as verdades inconvenientes e contraproducentes à narrativa oficial que tu tens, prezado leitor, que engolir cegamente, caso contrário és um verdadeiro negacionista, pá. A ciência dos tempos que correm foi transformada numa variante gémea da religião e exige, sobretudo, fé. É por isso que as pessoas normalizadas pelos poderes instituídos gostam imenso de dizer nas redes sociais e nas conversas de café com que entretêm a sua ignorância que "acreditam na ciência". Pudera.
A rábula é de desenvolvimento gradual e tem início, talvez, na segunda metade do Século XIX, quando Georg Cantor conjectura, na sua célebre Teoria dos Conjuntos, que nem todos os agregados de números infinitos são do mesmo tamanho. Há infinitos mais pequenos e infinitos maiores. Há Infinitos Contáveis e Infinitos Incontáveis. O aparelho escolástico da Matemática começa a oscilar perigosamente com esta surpreendente conclusão, oscilação essa agravada dramaticamente pela concomitante e desconcertante descoberta das geometrias não euclidianas, da fundamental imprecisão do cálculo e do paradoxo dos conjuntos que não se incluem a si mesmos, que é uma charada de fritar os miolos a qualquer um:
Imagine-se uma cidade com um único barbeiro que está sujeito a uma lei irrevogável: só pode barbear os homens que não se barbeiam a eles próprios. O Barbeiro pode portanto fazer a barba aos clientes que não se barbeiam a eles próprios, mas quem vai fazer a barba ao barbeiro? O barbeiro não pode fazer a barba a ele próprio porque só pode fazer a barba aos homens que não se barbeiam a eles próprios...
A crise positivista agrava-se no fim deste século com a cisão entre Henri Poincaré e David Hilbert sobre o rumo que a disciplina devia seguir: Poincaré, enfiando a cabeça na areia, defende que simplesmente se ignorem estes desvios esquizofrénicos ao suposto rigor purista da aritmética, enquanto Hilbert, tão realista como ambicioso, parece manter a firme certeza de que esses desvios devem ser integrados num infalível sistema de prova. E daí a célebre tirada que, se bem que carregada da pretensão académica que era sinal dos tempos, lhe serviu de epitáfio: "Wir müssen wissen. Wir werden wissen." (Devemos saber. Saberemos).
Isto apesar dele próprio ter sido responsável pela criação de vários quebra-cabeças que deveras dificultavam a sua santa missão, como o famoso paradoxo do Hotel de Hilbert:
Imagine-se um hotel com quartos infinitos. Um dia, chega uma excursão de infinitos excursionistas. O recepcionista coloca cada pessoa em cada quarto. Mas no dia seguinte chega mais uma excursão de infinitos turistas. O recepcionista fica baralhado, mas há várias soluções simples para resolver o problema e esta é uma delas: os turistas infinitos da primeira excursão ficam nos quartos pares e os da segunda excursão nos quartos ímpares. Assim, caberiam pelo menos dois infinitos no mesmo hotel.
Seja como for, o célebre matemático de Königsberg (cidade prussa que já tinha oferecido ao mundo o génio de Kant) estabeleceu que o Sistema de Prova tinha que responder afirmativamente a cinco questões fundamentais, das quais destaco (como no clip em baixo faz o articulado e perito Derek Muller) apenas três, para que o post consiga manter o seu fim em vista:
1 - A Matemática é completa? Ou seja, há forma irrefutável de provar uma afirmação verdadeira?
2 - A Matemática é consistente? Isto é, estão eliminadas todas as contradições à sua estrutura formal?
3 - A Matemática é decisiva? Leia-se: há um algoritmo para decidir, dado qualquer enunciado matemático, se ele é verdadeiro ou falso?
Eis senão quando, entra no palco deste erudito bordel o proverbial Bertrand Russel, que na segunda década do Século XX decide aniquilar, com outro paradoxo, a contrariedade dos conjuntos que não se incluem a si mesmos e contribuir, decisivamente, com o épico Principia mathematica (inacabado e desenvolvido a meias com o seu professor Alfred North Whitehead) para um sistema de prova mais ou menos absoluto, que procura responder afirmativamente às premissas de Hilbert, fazendo recurso à invenção de um novo e sistemático, se bem que um pouco aborrecido, código universal para todos os ramos da Matemática.
A filosofia da Coisa estava assim mais ou menos estabilizada e os matemáticos de todo o mundo sossegaram, durante uns anos, na boa fé de que a sua querida disciplina podia e devia fazer prova da realidade cósmica.
Acontece porém e desgraçadamente que, em 1931, Kurt Gödel, talvez o mais talentoso matemático do século XX, tem o desplante de publicar os seus devastadores Teoremas da Incompletude, onde demonstra, até ver categoricamente, que não é bem assim que a Coisa funciona. Um completo sistema de prova é impossível. A Matemática (mais especificamente, a Aritmética) é incompleta e inconsistente, porque:
Teorema 1: "Qualquer teoria axiomática recursivamente enumerável e capaz de expressar algumas verdades básicas de aritmética não pode ser, ao mesmo tempo, completa e consistente. Ou seja, em uma teoria consistente, sempre há proposições que não podem ser demonstradas nem verdadeiras, nem falsas."
Teorema 2: "Uma teoria, recursivamente enumerável e capaz de expressar verdades básicas da aritmética e alguns enunciados da teoria da prova, pode provar sua própria consistência se, e somente se, for inconsistente."
Gödel, um católico impenitente que passou a vida a querer introduzir Deus na equação, pegou na sintaxe da Matemática e transformou-a num elaborado exercício de numerologia para concluir que a prova pode demonstrar que a prova não existe. Não se trata de uma gralha: uma determinada prova, em Matemática, pode implicar a sua inexistência. Um afirmação pode ser verdadeira, mas indemonstrável. A verdade e a demonstrabilidade não são sinónimos. Hilbert estava enganado: Devemos saber. Mas dificilmente saberemos.
Haverá assim e invariavelmente um factor da realidade que transcende o cálculo científico.
E se chegaste ao fim deste texto, querida leitora, se tiveste a paciência e a curiosidade para aturares estes leigos parágrafos, tolerante leitor, o melhor que podes fazer é assistires a este competentíssimo vídeo dedicado ao mesmo assunto, da autoria de Derek Muller, que é, na minha pequena opinião, um dos melhores comunicadores de ciência que poderás encontrar por entre o ruído delirante e falacioso dos media contemporâneos.
Porque para saber de ciência, para "acreditar na ciência", é preciso investir um pouco mais do que o valor mensal despendido na assinatura da National Geographic.
segunda-feira, setembro 20, 2021
Se és apoiado pela imprensa, protegido pela polícia e obedecido pelos políticos, não és um rebelde.
És só mais um palhaço no grande circo do Sistema.
Former FDA Commissioner: Six Foot Social Distancing Rule Was ‘Arbitrary … Nobody Knows Where It Came From’
(...) Breitbart / CBS
O gado como sub-produto da sociedade securitária.
Em Sidney, os cidadãos constrangidos a um tenebroso estado de sítio, não conseguem mais que um protesto que não chegou a contar com mil pessoas na rua. Estavam presentes em superior número os polícias.
Na Nova Zelândia, onde a ditadura reinante enfia a totalidade da população em prisão domiciliária sempre que surge um infectado algures, as pessoas confundem-se com os rebanhos e as manadas característicos da paisagem rural do país.
Na Escócia e na Irlanda, onde os direitos, liberdades e garantias da civilização ocidental caíram há muito, está tudo sossegado. Nem um pio. É a obediência cega e muda perante a tirania.
No Canadá, um dos governos mais ditatoriais do cosmos conhecido acaba de ser reeleito. Os canadianos são proibidos por Justin Trudeau de tudo e mais alguma coisa, inclusivamente pensar. Inclusivamente, prestar culto. Inclusivamente dizer, por exemplo, que os homens não podem parir. Os canadianos são sujeitos a directivas draconianas de toda a ordem em nome da prevenção da gripe chinesa. Os canadianos, se vivessem neste momento numa distopia mais politicamente correcta do que já é, rebentavam. Mas continuam a votar no tiranete.
Nos Estados Unidos da América, depois do desastre absoluto, recordista, de largo espectro, em grande medida ilegal e em substantiva dimensão imoral do regime Biden, 41% dos cidadãos parecem ainda aprovar a totalitária e inconstitucional performance presidencial. Nos grandes centros urbanos, as populações obedecem, em silêncio bovino, aos mandatos contra-epidémicos mais fascistas que se podem imaginar, enquanto na fronteira com o México entram todos os dias milhares de imigrantes ilegais sem qualquer escrutínio sanitário.
Enquanto isso, na gala dos Emmys, as elites esfregam-se loucamente sem qualquer tipo de precaução mascarada. Rules for thee, but not for me.
A deprimente resignação dos povos do Ocidente à febre autoritária dos estados e ao desdém das elites, decorre, claro, da sociedade securitária e subsidiada e paternalista e alienada em que estas inumeráveis cabeças de gado foram criminosamente criadas. A liberdade é um valor menor no grande esquema das coisas. A dignidade também.
Cambada de cobardes. Que seria de vós se um perigo imenso, devastador, real como uma guerra, terminal como uma peste, transcendente como uma catástrofe natural, assolasse as vossas obesas e receosas vidinhas?
Dou graças a Deus por não ter feito filhos.
Gran Turismo 7: no mercado em março de 2022. Talvez.
A Polyphony lançou um trailer do GT7 que aponta a data de lançamento para 4 de Março do ano que vem. Mas dado o historial de adiamentos dos GT, ninguém pode dizer ao certo quando é que a coisa vai acontecer realmente.
Pelo que é possível ver no trailer, há novidades e há mais do mesmo. Este jogo será menos centrado na competição online, mais próximo do imaginário de edições anteriores em que o modo single player não era tratado como um segmento para atrasados mentais, é verdade, mas os circuitos vão ser os que já existem no GT Sport (com integração de dois ou três percursos ficcionais que fazem parte do legado topográfico do jogo, como o Trial Mountain e High Speed Ring). Em relação aos automóveis percebe-se que vamos ter mais clássicos, e que vai existir, provavelmente, mais espaço para a curadoria de garagem, o tuning e o coleccionismo.
Receio porém que a inteligência artificial no modo "Single Player" não sofra grandes melhorias, o que é um verdadeiro corte de ganza, porque qualquer pessoa que jogue o Gran Turismo com alguma frequência deixa invariavelmente a concorrência virtual a milhas. Os adversários não dão luta. Ponto.
Uma grande novidade vai ser, pelo que se vê neste trailer, a reintrodução de condições climáticas variáveis, que o GT Sport só tinha em alguns circuitos e muito limitadas, bem como a dinâmica do fluir das horas do dia e da noite, experiência que o GT Sport, incrivelmente, não oferecia (escolhias uma hora para uma determinada corrida e esse horário cristalizava durante toda a corrida).
Em relação aos gráficos, a evolução é difícil de discernir. Bem sei que é cada vez menor a margem de manobra para progredir nesta área, mas o simples facto do jogo ser feito para correr na Playstation 4 e na Playstation 5 deixa muito espaço para o pessimismo.
Também não espero grandes alterações na experiência das condições físicas do jogo: a Polyphony já desistiu de competir com marcas como a Assetto Corsa, o Iracing ou o Dirt Rally, no realismo da informação que te chega aos periféricos, tanto no que diz respeito às condições de piso como à manobrabilidade dos automóveis e não creio que isso vá mudar muito porque a empresa liderada por Kazunori Yamauchi continua interessada no mercado generalista, que domina, e não no mercado mais específico dos sim racers.
Em suma: é claro que vou comprar o jogo. É claro que vou passar horas de prazer intenso a jogá-lo. Mas acho sinceramente que o Gran Turismo foi entretanto ultrapassado por outras marcas. E que tem evoluído muito pouco, comparativamente.
É pena. Mas é como é.
domingo, setembro 19, 2021
A solidão como estratégia de sobrevivência das espécies.
O Bolor Limoso, de que falei aqui há umas semanas atrás, é um organismo muitíssimo interessante, capaz de metamorfoses assombrosas em função do ecossistema e de tomar decisões inteligentes para garantir a sobrevivência da espécie. As células deste estranho Eucariota sacrificam-se de forma a perpetuar o colectivo, multiplicam-se e combinam-se para atingir determinados objectivos e agregam-se frequentemente para superar a ausência de nutrientes. Mas recorrem também à solidão como forma de diversificar as hipóteses de continuidade.
A presença de solitários em espécies de alta funcionalidade colectiva já foi estudada em abelhas, gafanhotos e gnus, mas um paper da equipa liderada por Fernando W. Rossine, publicado pela PlosBiology em 2020, procura aprofundar o significado da solidão no contexto do processo evolutivo, através do estudo das células do Bolor Limoso que são deixadas, estrategicamente, à sua sorte, mesmo em situações em que a esmagadora maioria dos componentes da comunidade se organiza colectivamente.
Este assíncrono comportamento de algumas células não parece decorrer de uma volição individual, mas sim de um mecanismo colectivo: os solitários não querem ser solitários, mas, de forma aleatória, a comunidade parece sempre promover a exclusão de alguns dos seus elementos, de forma a que, se a estratégia colectiva em que está empenhada não resultar, permaneçam, mesmo que remotas, algumas hipóteses de sobrevivência para aquelas unidades que ficaram isoladas no ecossistema.
Se estas unidades, lá muito de vez em quando, subsistirem, e se o corpo colectivo acabar por perecer, assistimos a mutações genéticas muito significativas, porque a multiplicação celular que daí decorre dependerá das características do genoma de apenas um elemento. Essa comunidade será forçosamente diferente daquela que gerou os solitários, mas também mais adaptada ao ecossistema em que reside, já que resulta da unidade que conseguiu encontrar soluções viáveis de sobrevivência.
Transpondo este estudo para o contexto humano (pura especulação, o paper não faz isso): ninguém na verdade gosta de ser colocado à parte da sociedade. Há quem lide melhor com isso, há quem lide pior, mas, salvo raras excepções de carácter religioso ou derivadas de patologias psiquátricas, não há quem o faça de propósito. Sendo involuntária, a solidão pode no entanto estar ligada a um mecanismo social que diversifica as chances de adaptação da espécie humana ao meio em que está enquadrada. Será, assim, inevitável. Como a cópula, a agressividade ou o instinto maternal.
O Bolor Limoso dá que pensar. E o bom do Anton Petrov, que disserta sobre o tema, também.
Neo-Punk para pista de dança.
O original dos Fontaines D.C. já é particularmente bombástico, mas este remix de "Televised Mind", inventado por Dave Clark, é uma coisa de doidos. Varridos. E com febre de Sábado à noite.
Federal Bureau of Infamy
O FBI está interessado em perseguir os americanos que votaram Trump. Está interessado em perseguir a opinião divergente. Está interessado em forjar ameaças à segurança interna da América. Não está, nitidamente, interessado em perseguir pedófilos.
O caso de abuso sexual de menores cometido centenas de vezes pelo responsável médico da equipa olímpica de ginástica dos Estados Unidos, Larry Nassar, faz prova da cumplicidade inacreditável dos feds com todo o tipo de crimes hediondos, ao ignorarem sistematicamente as queixas das vítimas, adulterando até os seus testemunhos.
Tulsi Gabbard denuncia o escândalo e dá voz às vítimas.
A deprimente história desta deprimente agência federal soma episódios flagrantes
de incompetência, corrupção, chantagem, duplicidade de critérios,
politização descarada e cumplicidade com pedófilos, mafiosos e
terroristas. Principalmente desde que J. Edgar Hoover a transformou numa espécie de entidade plenipotenciária, com escasso controlo pelos representantes eleitos da Federação. A novidade é que o FBI é hoje - e apenas -
uma polícia política. Desistiu completamente de contrariar a actividade
criminosa.
Jesse Waters enumera, num instantinho, alguns dos escândalos mais recentes, que incluem a protecção de Epstein, a perseguição de inocentes, o conluio com assassinos, o patrocínio de raptos e a falsificação de documentos com o intuito de engendrar teorias da conspiração, entre outras barbaridades doidas.
O FBI é isto. A CIA não conseguiu sequer antecipar que o Afeganistão ia cair nas mãos dos Talibãs no espaço de uma semana. O Pentágono apresenta como uma vitória militar a morte, por ataque de Drone, de 10 civis inocentes, 7 dos quais, crianças. A queda de um império é sempre um espectáculo degradante. Mas esta malta abusa. Poça.
sábado, setembro 18, 2021
Instagram blocks results for “natural immunity” hashtag
When the hashtag is selected, Instagram says, “This hashtag is hidden,” and that “Posts for #naturalimmunity have been limited because the community has reported some content that may not meet Instagram’s Community Guidelines.”
Many posts using the hashtag were centered around stories that suggest that those who have recovered from COVID were less likely to catch COVID again than someone who was vaccinated but had no prior exposure to COVID.
A 700,000-person Israeli study this month found those who had experienced prior infections were 13 times less likely to get a second symptomatic infection than those who were only vaccinated, and many have taken to social media to discuss it.
However, Instagram has started to censor the hashtag.
























