As 24 horas de Nürburgring, que decorreram este fim de semana, foram as mais curtas de sempre, porque a corrida esteve neutralizada por causa de condições climatéricas absolutamente adversas durante a noite toda e o princípio da manhã, mas, ainda assim, esta é capaz de ter sido a corrida mais emocionante a que já assisti no Nordschleife. Na última hora, os oito primeiros lugares da classificação geral estavam em aberto e foi preciso chegar às últimas 3 ou 4 voltas para que tudo se decidisse. O primeiro lugar ficou definido a 30 minutos do fim, o terceiro lugar a 15 minutos do fim e o quinto na última volta.
Foi uma coisa de loucos, um sprint vertiginoso e extremamente renhido que durou dez horas, sob condições impossíveis (aguaceiros torrenciais que estavam constantemente a alterar os já de si muito baixos níveis de aderência e nevoeiro cerrado que reduziu dramaticamente a visibilidade), e sempre no fino gume de um traçado traiçoeiro, estreito e densamente congestionado pelos 125 automóveis em pista. Reparem bem nesta alucinante e radical sequência de 30 segundos:
Não há palco que se compare ao Nürburgring. Não há corridas como as que se correm aqui. É especial. É espectacular. É sempre, mas sempre, épico.
Santo Anselmo de Cantuária. Bom Deus, se não vivêssemos tempos de totalitarismo ateísta, este homem teria uma estátua em cada cidade do Ocidente. Com a provável excepção de Kurt Gödel, que no Século XX demonstrou através da Teoria da Incompletude que a matemática precisa de uma elemento de transcendência para sobreviver exacta, ninguém como este genial monge beneditino conseguiu provar, recorrendo apenas ao pensamento lógico, que Deus não tem remédio senão existir.
O argumento, ainda por cima, é de uma simplicidade que, sendo enganadora para os críticos, é deliciosa para os apologistas. O método é o seguinte:
I - Encontrar uma definição de Deus que seja universal. Não importa agora se Deus existe ou não. Pensar apenas numa definição que obtenha a concórdia de todos, ateus inclusive.
II - Neste contexto, Anselmo propõe uma definição que parece pacífica: Deus é aquele a partir do qual nada maior pode ser pensado.
III - E este Deus, de quem não conseguimos imaginar nada de superior, existe apenas na mente do homem? Certamente que não, porque se existisse apenas na dimensão abstracta não seria conceptualmente a Coisa maior que pode ser pensada.
IV - Logo, para que Deus seja aquele a partir do qual nada maior pode ser pensado, terá que existir na realidade, também.
É isto. E qualquer criança consegue perceber isto. Mas neste caso, a simplicidade do raciocínio não significa que a sua anulação seja tarefa fácil. O sempre brilhante e articulado Dinesh D'Souza explica em oito minutinhos apenas porque é que séculos de cépticos não conseguiram liquidar uma dos mais sólidos princípios filosóficos - e teológicos - do Ocidente.
A major new study by German scientists at Munich University has found that lockdowns had no effect on reducing the country’s coronavirus infection rate. “Statisticians at Munich University found “no direct connection” between the German lockdown and falling infection rates in the country,” reports the Telegraph. The study found that, on all three occasions before Germany imposed its lockdowns in November, December and April, infection rates had already begun to fall. The R rate – the number that indicates how many other people an infected person passes the virus to – was already under 1 before the lockdown restrictions came into force. (...)
A psychiatrist delivered a lecture at Yale University’s Child Study Center in which she described her “fantasies” of murdering white people. The lecture, entitled “The Psychopathic Problem of the White Mind,” was delivered on April 6 via Zoom. A flier for the lecture described its “learning objectives” as understanding “how white people are psychologically dependent on black rage.” “I had fantasies of unloading a revolver into the head of any white person that got in my way, burying their body, and wiping my bloody hands as I walked away relatively guiltless with a bounce in my step. Like I did the world a f***ing favor,” the lecturer, Dr. Aruna Khilanani, said at one point in the talk. (...)
Exemplo aberrante de marcas ploiticamente correctas, mas só nos sítios certos, é o da Coca-Cola. Reparem bem no logos de perfil das contas de Twitter das várias regiões administrativas da empresa. As que correspondem ao Ocidente, vibram com o arco-iris LGBT. No Médio-Oriente, onde de facto as pessoas são perseguidas pelas suas opções sexuais, vemos o logo vermelhinho original.
Para que a gentil audiência deste blog abra os olhos e se aperceba com rigor da escandalosa desonestidade da imprensa contemporânea, nada como um bom exemplo tirado do miserável Washington Post.
Há 15 meses atrás, o senador Tom Cotton merecia, a propósito da sua insistente suspeita de que a pandemia era originária do laboratório de Wuhan, a notícia cujo headline vemos na esquerda do slide.
Porque 15 meses depois toda a gente já percebeu que o Senador Tom Cotton
estava carregado de razão, os rapazinhos do WAPO foram a essa notícia e editaram-na conforme vemos no lado direito do slide.
Reparem que
isto não é uma correcção da notícia, o que seria demasiado íntegro para
esta gente. Uma correcção implica a redacção de uma nova notícia
assumindo o erro da antiga. Isto é muito mais pernicioso. Isto é voltar à
notícia e rescrevê-la de forma a esconder o registo editorial passado, uma
técnica que faz lembrar o Pravda no apogeu totalitário da União Soviética, quando
retirava da célebre foto de Lenine discursando perante as massas os
altos quadros do Partido que Estaline ia assassinando.
À
esquerda vemos Lenine acompanhado de Leon Trotsky e de Lev Kamenev; à
direita, depois de terem sido mortos, estão ausentes da imagem.
O Washington Post é o estereotipo de uma maioritária fatia da
imprensa ocidental contemporânea e o slogan que usam desavergonhadamente,
"Democracy Dies In Darkness", assenta-lhe, com ironia infinita,
na perfeição. Os media, como são editados hoje, contribuem decisivamente
para a escuridão que anuncia a morte da democracia.
Sendo certo que, quando ocorre uma pandemia, a primeira preocupação da comunidade científica deve ser a de identificar a sua origem, a história da Covid 19 é absolutamente surreal.
Sabemos hoje que o SARS-COV-2 é de origem artificial, um vírus manipulado no laboratório de Wuhan com o intuito de torná-lo letal para a espécie humana.
Sabemos hoje que as autoridades chinesas, com a ajuda e a complacência da Organização Mundial de Saúde, da imprensa mundial, das big tech e de grande parte da comunidade científica ocidental tentaram - e conseguiram durante um ano e meio - esconder esse facto da opinião pública, inviabilizando a descoberta do paciente zero e um adequado estudo virológico do surto.
Sabemos hoje que o CDC, a autoridade médica americana, financiou o laboratório de Wuhan e, directa ou indirectamente, a manipulação genética que deu origem ao SARS-COV-2.
Sabemos hoje que Anthony Fauci, a cara da ciência durante toda a pandemia, está directamente envolvido não só nesse financiamento como na operação de encobrimento da verdade que decorreu durante a pandemia.
Sabemos hoje que Anthony Fauci, enquanto prescrevia o uso de máscaras, sabia perfeitamente que as máscaras que usamos não nos protegem contra o vírus.
Sabemos hoje que Anthony Fauci, enquanto aconselhava as pessoas que já tinham sido infectadas pela doença a serem vacinadas, sabia perfeitamente que essas pessoas demonstravam uma percentagem de imunidade ao vírus equivalente àquela que a vacina oferece.
Sabemos hoje que os motivos que levaram a comunidade científica a esquecer os seus deveres e a actuar como uma polícia política aliada do Partido Comunista Chinês são os mais prosaicos e lamentáveis: dinheiro. Carreira. Prestígio. Fama. Status.
Sabemos hoje que fomos enganados, desinformados, condicionados e censurados por razões que nada tinham a ver com a saúde pública.
Sabemos hoje que é facílimo enganar, desinformar, condicionar e censurar milhões e milhões de pessoas, através da injecção do medo e da propagação do sectarismo ideológico.
Sabemos hoje, enfim, que não há maneira de confiar nos cientistas e nos académicos, que se portam na verdade como vendedores de automóveis em terceira mão. Que não há maneira de confiar nos jornalistas, que há muito substituíram a perseguição dos factos pelo mais espúrio activismo político e pelo mais ignóbil compadrio com os poderes instituídos. Que não há maneira de confiar na Organização Mundial de Saúde, que serve fins dúbios em função de interesses obscuros. Que não há maneira de confiar nos aparelhos burocráticos dos estados, sempre predispostos ao encobrimento, à manipulação e ao vale tudo para garantir a sua sobrevivência e os fluxos fiduciários de que são tão ávidos. Que não há maneira de confiar em ninguém e que a melhor forma de chegar à verdade é recorrer ao nosso instinto e ao nosso bom senso e ao nosso espírito crítico.
E é essa, para o bem ou para o mal, a lição a tirar desta catástrofe: confia no teu juízo. Desconfia do juízo alheio.
Na celebração do mês do orgulho gay, as grandes corporações multinacionais levantam os arco-íris moralistas do costume. Mas só no Ocidente. Nos países do Médio Oriente, não há bandeirinha colorida para ninguém, claro. Porque fazer valer os direitos da comunidade LGBT só bomba nos países onde esses direitos já estão mais que consagrados. Nos países em que podes ser condenado à morte pela tua preferência sexual não vale a pena estarmos com romantismos. Até para não correr o risco de ofender as comunidades muçulmanas. Se a hipocrisia fosse um bem transaccionável, estas marcas não vendiam mais nada.
For an instant, consider that our leaders are a bunch of morons. No evil masterminds, no villains with a sinister agenda, just pure and simple dimwits, too dumb to know better. And maybe, just maybe, it all makes sense. The great Ben Domenech seems to think this is the answer to why the world has gone so wrong: sheer incompetence. I really don't know and truly suspect of foul play, but nevertheless, we should listen to his argument. It is for sure a valid alternative hypothesis to blatant infamy.
Já há vários anos que tento explicar aqui (e aqui e aqui) no blog que os buracos negros são uma teoria e não uma realidade. Quero dizer: podem existir ou não. E que as imagens que os media vendem às pessoas como buracos negros podem representar outros fenómenos e derivam de métodos de observação astronómica subjectivos porque dependem fundamentalmente dos filtros que são colocados nas "lentes" e esses filtros são escolhidos para obter os resultados que os astrónomos desejam. Isto é válido para muitas observações da fenomenologia cósmica mas é especialmente válido no que respeita às singularidades gravitacionais que são detectadas no universo.
O assunto é tecnicamente complexo. Mas basta pensar no seguinte: um buraco negro é, por definição, invisível, na medida em que a sua massa gravítica absorve os fotões e sem os fotões, não à luz. Assim sendo, o que observamos num buraco negro são disrupções orbitais nos corpos celestes que lhe estão mais próximos e luz, gases e plasma que circulam na espiral da sua voracidade, mas que ainda não foram devorados pelo vórtice. Acontece que esses fenómenos podem acontecer por outras razões. As supernovas, por exemplo, podem estabelecer padrões ópticos muito parecidos. E, outro exemplo, vastas regiões de matéria negra condensada podem criar perturbações gravíticas e alterações morfológicas na matéria astral.
A teimosia com os buracos negros, como a teimosia relativa a qualquer singularidade, deriva a mais das vezes da pressão que os físicos teóricos exercem sobre os físicos experimentais para que as suas teorias sejam comprovadas por observações. Esta pressão é substancialmente exponenciada quando percebemos que sem buracos negros o legado de gente tão distinta como Stephen Hawking ou Albert Einstein ficaria seriamente ameaçado.
É claro que esta conversa é coisa de conspiracionista e de negacionista da ciência, porque hoje em dia todos temos que concordar com a versão oficial, plastificada, das academias e ficar muito caladinhos e resignados perante as autoridades na matéria, mesmo quando essas autoridades parecem mostrar uma ignorância tremenda sobre a natureza da realidade. A ciência já não é um palco dialéctico. É uma arena totalitária.
Ainda assim, lá muito de vez e quando, e principalmente no Youtube, porque os documentários televisivos abdicaram de qualquer vestígio de espírito inquisitivo e limitam-se a papaguear os dogmas indiscutíveis da Física estabelecida, encontramos pistas para alimentar a dúvida, sempre boa amiga do velho e verdadeiro espírito científico. O canal de Anton Petrov, muitas vezes contra a sua vontade escolástica, é um desses fornecedores de informação credível sobre aquilo que de facto sabemos e não sabemos. E no caso específico deste clip ficamos a saber que o buraco negro que nos disseram que existia no centro da Via Láctea se calhar não é um buraco negro. Se calhar é um condensado de matéria negra. E se calhar faz muito mais sentido que assim seja.
O pesadelo de Aldous Huxley nunca chegou a este ponto e George Orwell estava longe de imaginar uma utopia assim distópica. Bem vindos à ditadura científica dos Estados Unidos da América.
Apesar do WRC ser uma competição automóvel relativamente recente - a primeira época data de 1973 - foi logo entre 1983 e 1986 que assistimos ao apogeu desta modalidade automobilística. Nesses 4 insanos anos, de que as pessoas com menos de 45 aniversários cumpridos provavelmente não guardam memória mas que é um momento sagrado para todos os amantes do automobilismo, correram os carros mais potentes da história dos ralis, conduzidos por alguns do mais hábeis e corajosos pilotos de sempre, verdadeiras lendas como Walter Rohl (o meu favorito de sempre), Markku Alén, Ari Vatanen, Hannu Mikkola, Michelle Mouton, Henri Toivonen e Stig Blomqvist. Estou, claro, a falar do épico Grupo B.
Os automóveis desta era eram bólides assustadores, com 400 a 800 cavalos de potência, turbo-compressores sem restrições, electrónica incipiente e com pesos entre os 900 e os 1200 quilos. Eis alguns deles:
Audi Quattro S1
Porsche 911 SC RS
Renault 5 Turbo
Lancia 037
Peugeot 205 Turbo 16 E2
Metro 6R4
Ford RS200
Para além de serem belas e potentes, estas máquinas infernais produziam um som apocalíptico que só quem as viu passar ao vivo consegue realizar. Se um automóvel já foi um instrumento de intimidação, foi de certeza um automóvel Grupo B do mundial de ralis.
Apesar disso - e porque vivíamos tempos muito menos securitários do que vivemos hoje (nem se compara, na verdade), os ralis desta época eram uma espécie de tourada radical: as multidões juntavam-se no limite das estradas e, muitas vezes, ocupavam-nas completamente, afastando-se in-extremis para que estes monstros passassem a velocidades estonteantes. Escusado será dizer que o Rali de Portugal Vinho do Porto era o máximo exemplo desta loucura suicidária. Em Sintra como em Fafe, Em Arganil como em Lousa, a malta desafiava o bom senso como se amanhã fosse um dia que não valia a pena viver. Vale mesmo a pena ver este eloquente clip, que retrata com perfeição o que se passava na altura:
É claro que esta mistura explosiva de automóveis dantescos e multidões ensandecidas, ainda que consubstanciando um espectáculo absolutamente inigualável, não podia acabar bem. Em 1985 Attilio Bettega não sobreviveu à colisão do seu Lancia 037 com uma árvore, num troço do Rali da Córsega. Um ano depois, na Lagoa Azul, em Sintra, Joaquim Santos, ao tentar evitar um grupo de fãs que pulavam alegremente no meio da estrada, perde o controlo do RS200 e acaba por atropelar dezenas de pessoas, ferindo mais de trinta e matando 3 (eu estava lá, 4 curvas mais à frente). Ainda em 1986 e outra vez no rali da Córsega, o grande Henri Toivonen e o seu co-piloto são projectados por uma ravina a baixo. O carro parou virado ao contrário, já meio destruído, incendiou-se e matou os dois. Era o fim do Grupo B.
Mas enquanto durou, foi glorioso. Até porque sem risco não há glória, como parecem ignorar hoje em dia os patrões da FIA e não só. E é para celebrar os heróis e as suas espantosas máquinas, que me lembrei de incluir uma revisitação do Grupo B nesta série de posts relacionados com o sim racing.
Para dar uma ideia o mais realista possível do que é conduzir um Grupo B, escolhi o icónico Audi Sport Quatrro de 1984, com o qual Stig Blonqvist foi campeão do mundo nesse ano, e o Dirt, versão 1.0, porque é o único simulador que tem realidade virtual para a Playstation. E faz sentido usar a realidade virtual neste segmento, de forma a tentar projectar a sensação de velocidade e poder destes automóveis.
Nem é preciso dizer que os carros do Grupo B são os mais difíceis de conduzir de todos os que são disponibilizados pelos jogos de ralis. O controlo de tracção é baixo ou nulo; apesar das 4 rodas motrizes, temos sempre a sensação de que os travões não travam, de que as suspensões não suspendem, de que o motor destas bestas está ali para nos fazer sair da estrada o mais depressa possível. Para levar um troço até ao fim sem grandes e terminais incidentes temos que fazer um uso bastante parcimonioso do acelerador, começar a travar muito antes do que estamos habituados e, ainda assim, manter as rotações altas, para que o lag destes turbos de primeira e segunda geração não nos deixe a pastar na estrada. É complicado.
Escolhi um troço da Grécia, com dez quilómetros e meio, porque o piso deste rali me parece adequado às características do Audi.
O vídeo não saiu exactamente como eu pretendia, porque o ângulo da imagem subiu muito e não é bem o da visão que o capacete da PSVR te dá. No último terço do troço, ainda por cima, sou interrompido por um bug que acontece sempre naquele local e que faz com que o ângulo da câmara suba ainda um pouco mais. Peço desculpa por essa dificuldade técnica. De resto, a coisa corre bem, sem erros de condução e permite de facto uma percepção aproximada do poder terrível destes automóveis.
"The universe is billons of years old from one perspective and a mere six days old from another. And both are correct!
"
Gerald Lawrrence Schroeder . The Age of the Universe
No livro do Génesis, somos informados que o universo foi criado em seis dias. Ninguém acredita nisto, claro. E como ninguém acredita nisto, ninguém pensa realmente no que está lá escrito. Para já, é difícil saber o que são seis dias no início dos tempos. Nós medimos o dia pelo tempo que a Terra demora a rodar sobre si própria. E no início dos tempos essa referência não existia, obviamente. São seis dias, sim, mas de acordo com o relógio de Deus. E nós não sabemos quanto tempo é que esses dias demoram a passar.
Ou sabemos?
Gerald Lawrrence Schroeder, físico judeu ortodoxo e professor na Aish HaTorah's, tem procurado provar o impensável: que os cientistas têm razão quando dizem que o universo deve ter uns bons 15 biliões de anos e que a sua criação decorre nesse contínuo e que os teólogos ortodoxos têm razão também, quando acreditam na criação em seis dias.
Explorando a ideia de que o fluxo de tempo percebido para um determinado evento num universo em expansão varia com a perspectiva do observador desse evento, Schroeder tenta reconciliar as duas perspectivas, calculando o efeito do alongamento do espaço-tempo, com base na relatividade geral de Einstein.
Ou seja, da perspectiva do ponto de origem do Big Bang, de acordo com as equações de Einstein sobre o 'fator de alongamento', o tempo dilata-se no fator de aproximadamente 1.000.000.000.000, o que significa que um trilião de dias na Terra equivalem a apenas um dia no momento do Big Bang, devido ao alongamento do espaço. Quando esta conjectura é aplicada à idade estimada do universo (13,8 bilhões de anos), da perspectiva do ponto de origem (a perspectiva do Deus criador), o universo acabou de amanhecer o seu sexto dia de existência.
Fica também um clip outrossim notável em que o físico israelita demonstra com uma simplicidade arrepiante como a teoria do Big Bang coloca Deus na equação. E a Bíblia de acordo com a ciência.
Ajoelhem-se. Humilhem-se. Rebolem-se na vossa própria hipocrisia. Afundem-se na vossa ingenuidade. Chafurdem na vossa cobardia. Manifestem pomposamente a vossa ignorância. Mas não esperem que toda a gente o faça. Não esperem que, nas bancadas, a malta pense da mesma maneira e respeite a vossa pretensão. Não esperem ouvir aplausos enquanto se entretêm a acusar o público de racismo. O desporto não deve ser político, ponto. Vão bardamerda com o vosso joelho na relva e com o vosso moralismo de algibeira (rota). Levantem-se e joguem à bola que é para isso que são principescamente pagos.
Admiro e sigo o Carl Benjamin já há uns anos largos. Mas este clip dele mete-me nojo. Isto é a direita a entrar no jogo da esquerda. No jogo da raça.
O bom do Benjamin chegou a um ponto de desespero tal que já não é o bom do Benjamin. É apenas um parvo que está a achar graça a um outro parvo que diz, entre o pavoroso mascar da pastilha elástica, que este vai ser o verão dos rapazes brancos. Perdão? O verão não é de brancos nem de pretos nem de amarelos nem de vermelhos nem de castanhos; não é de homens nem de mulheres. O verão é o verão. Não tem nada a ver com a pigmentação epidérmica nem tem nada a ver com o pipi de cada um.
Deixem lá o verão em paz, por Deus.
E não podemos criticar a esquerda por ser racista e depois construir apologias completamente idiotas baseadas exclusivamente numa lógica racial, certo?
É por estas e por outras que eu ando para aqui há não sei quanto tempo a anunciar que o mundo, como hoje rola, vai rolar para o fundo do poço. E nesse poço não há água. Há sangue.
são as 500 milhas de Indianapolis, pá. Neste solo sagrado, não há medos da gripe chinesa. 135 mil pessoas nas bancadas, como se nada fosse. Até dá gosto.
Former Food and Drug Administration Commissioner
Scott Gottlieb said Sunday that accidental lab leaks "happen all the
time" amid mounting concern regarding the origins of the COVID-19
pandemic. Gottlieb expressed concern about
safety protocols at research labs in the U.S. and abroad during an
appearance on CBS' "Face the Nation." The former commissioner said a
conclusive determination on where the pandemic originated was critical
to prevent deadly outbreaks in the future. "These kinds of lab
leaks happen all the time, actually," Gottlieb said. "Even here in the
United States, we’ve had mishaps, and in China, the last six known
outbreaks of SARS-1 have been out of labs, including the last known
outbreak, which was a pretty extensive outbreak that China initially
wouldn’t disclose that it came out of a lab."
Em 95 entradas, esta foi a decisão mais difícil: é praticamente impossível escolher um trabalho de entre a gloriosa discografia dos Pombos Detectives, muito porque em cada um dos cinco fabulosos e intrépidos discos que editaram até hoje encontramos abastado carregamento de vibrantes, vociferantes e grandiloquentes malhas de um rock completamente apunkalhado, que é fiel a um lema divino: dá-lhe com força.
Assim sendo, escolho o primeiro álbum, "Wait For Me", de 2007, pela simples razão de ser o primeiro. Pela simples razão de começar assim:
A energia alucinante dos Pigeon Detectives só tem paralelo na sua pródiga capacidade de fabricar hits. Apesar de percebermos bem que os rapazes se estão completamente nas tintas para os cânones que é necessário respeitar de forma a aceder aos tops de vendas (que felizmente nunca frequentaram), apesar de nunca terem entrado no clube dúbio e milionário do mainstream britânico (Deus é grande), a verdade é que não há música, por muito histriónica que seja, que não fique na porcaria do ouvido e lá permaneça durante uns tempos. O resultado é que, em cinco discos editados, devemos conseguir colocar na boa umas quarenta canções na playlist dos melhores temas rock de todos os tempos, ponto final, parágrafo.
Quando pessoas que não me conhecem bem têm a infeliz ideia de me perguntar de que bandas é que gosto, costumo responder, para não desperdiçar o latim com quem faz uma pergunta assim imbecil: "Ah, eu sou um fã maluco dos Pigeon Detectives". É uma maneira de encerrar o assunto porque só alguém que não ama a música pode pensar que esta pergunta tem uma resposta que se possa dar em menos de 24 horas de enumeração ininterrupta de bandas e porque esse alguém de certeza que não vai saber que agrupamento obscuro é este e porque o nome é de tal forma parvo que o interlocutor, ironicamente, vai pensar que eu nem ligo muito a música e mudar de conversa com pronta rapidez ou, se eu tiver sorte, desistir de meter conversa comigo.
Mas agora a sério: esta é de facto uma das minhas bandas favoritas. Porque os rapazes de Leeds estão nisto do rock com paixão imensa e vontade purista. Porque disparam estes temas breves e fulminantes com pontaria de pistoleiros profissionais, porque mantêm uma frescura, uma juventude, uma certa e deliciosa imaturidade que é absolutamente revigorante; porque não têm um pingo de pretensão. Porque se decidiram chamar Pigeon Detectives. Porque são incondicionais, descomprometidos, livres. Porque estão sempre certos:
"A causalidade de acordo com as leis da natureza não é a única da qual todas as aparências do mundo podem ser derivadas. Também é necessário assumir outra causalidade, a da liberdade, para explicá-las."
Immanuel Kant . Crítica da Razão Pura . 1781
O século XXI virou os fundamentos ideológicos de pernas para o ar. E uma das inversões filosóficas mais evidentes é a do livre arbítrio. Até aqui, enquanto a direita esteve mais inclinada a pensar que um Deus omnipotente e omnipresente invalida ou limita a acção do indivíduo sobre o seu destino, a esquerda acreditou durante séculos no poder supremo da vontade colectiva sobre desígnios insondáveis ou mistérios transcendentes.
Hoje em dia, porém, a esquerda coligou-se com a alta burguesia ateísta e materialista, que procura impingir a dogmática ideia de que o homem não tem qualquer liberdade de escolha, muito simplesmente porque é um escravo das interacções neuronais que acontecem aleatoriamente dentro da sua caixa encefálica. Da mesma forma que não podemos controlar o trânsito intestinal, também não temos como interferir no movimento electro-químico do cérebro e assim, estamos condenados a um outro insondável determinismo: o biológico.
Simetricamente, a direita contemporânea, progressivamente mais libertária e menos determinista, tem vindo a centrar-se filosófica e teologicamente numa ideia de Deus como entidade criadora, que deixa à responsabilidade moral do indivíduo as escolhas - boas ou más - que faz no percurso da sua existência e - logo - o resultado final da ontologia e da antologia humanas.
E se temos dúvidas entre as duas teses, nada como Immanuel Kant para nos lançar no bom caminho. Como o impecável Dinesh D'Souza explica no clip em baixo, o argumento do filósofo de Königsberg em favor do livre arbítrio é muitíssimo simples, muitíssimo claro, e de difícil negação: sendo certo que o juízo moral é inerente ao homem, o livre arbítrio tem que ser uma realidade. Ou melhor: se todos nós oscilamos nas nossas vidas e a cada momento entre o dever e o fazer, é porque temos essa liberdade de escolha. É nesse dilema comportamental, de natureza ética, que reside a prova de que somos seres livres, caso contrário, o dilema não existiria nunca. Em cada acção, há um problema moral. Logo, em cada acção, há liberdade para transformar o destino.
A Lockheed Martin, o maior fabricante de armamento pesado do mundo, está a implementar uma espécie de sessões de reeducação dos homens brancos que fazem parte dos seus quadros. Nestas sessões, que envergonhariam Mao Zedong, os desgraçados dos engenheiros da companhia são obrigados a repetir slogans altamente racistas, que os denigrem por serem brancos e por serem homens. Para além disso, ficamos a saber que para a Lochkeed Martin o voluntarismo, a performance baseada em princípios éticos, a vontade de trabalhar no duro, cumprir prazos e ter sucesso, são factores indesejáveis, reveladores do privilégio que se pretende combater.
Difícil de acreditar? Sim. Factual? Sim. Loucura dantesca? Também. É o
estado apocalíptico da civilização em que chafurdamos de cara alegre.
Escasseiam as palavras para reportar com justiça e rigor a etapa que João Almeida fez hoje. Num dos dias mais difíceis deste Giro, com duas devastadoras subidas de primeira categoria nos últimos 50 quilómetros, o ciclista português fez segundo, deixou Bernal, o líder da prova, a mais de um minuto, e ganhou muito tempo a todos os concorrentes directos para o top 10. Não só conseguiu subir dois lugares na classificação, sendo agora oitavo, como se aproximou bastante de adversários a quem pode retirar, no contra-relógio que fecha a volta a Itália, um a dois minutos. O top 5 está agora em aberto.
Depois de tudo o que aconteceu a João Almeida neste Giro, correndo numa equipa belga que tudo fez para defender Renko Evenepoel (que, não por acaso, também é belga), enquanto fingia que o líder era o português, perdendo minutos intermináveis a tentar rebocar o seu colega, protegendo-o até ao absurdo do descalabro que acabou por acontecer na mesma (Evenepoel é um campeão, mas estava parado há 8 meses e em alta competição não há milagres), a prestação de hoje é nada mais nada menos que olímpica. E com um saborzinho àquele prato que nunca se deve servir quente.
O João Almeida é um ciclista enorme. E um voltista de elite. Já deu, está a dar e dará muitas alegrias aos portugueses que gostam de ciclismo.
A inenarrável cobardia do governo espanhol e a hipocrisia da União Europeia num muito breve e esclarecedor clip que diz tudo sobre a falência total das políticas de imigração do Ocidente.